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Economia

Desemprego sobe 42,3% no Ceará, no período de um ano

sexta-feira, 24 de fevereiro 2017

Confirmando as previsões mais pessimistas, e acompanhando a trajetória de altas do ano, o 4º trimestre de 2016 fechou a taxa de desocupação, no Ceará, em 12,4% – acima da média nacional, de 12%. Apesar da redução de 0,7% em relação ao trimestre anterior (13,1%), na comparação com o 4º trimestre de 2015 (9%), o volume de desempregados subiu em 144 mil cearenses, e totalizou 484 mil pessoas sem trabalho no Estado – ou seja, uma alta de 42,3%. Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.
No País, a taxa do 4º trimestre continuou avançando, na comparação com o 3º trimestre do ano passado (11,8%) e frente ao 4º trimestre de 2015 (9%) – elevação de 3,1%. No entanto, por regiões, o impacto é maior, no confronto anual, com o crescimento desse indicador em todas as grandes regiões: Nordeste (de 10,5% para 14,4%), Norte (de 8,6% para 12,7%), Sudeste (de 9,6% para 12,3%), Centro-Oeste (de 7,45% para 10,9%) e Sul (de 5,7% para 7,7%). A Região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões.

Destaques
No Ceará, o nível de ocupação ficou estimado em 47,6%, variou em -1,2%. em relação a igual período do ano anterior. Segundo o IBGE, todavia, não houve variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior. Em números, a população ocupada no Estado foi estimada em 3,417 milhão de pessoas, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação a igual trimestre de 2015, e, também, em relação ao trimestre anterior, segundo o levantamento. Com relação à população em idade de trabalhar, a estimativa é de 7,177 milhão pessoas, aumentou em 134 mil pessoas, (1,9% em relação a igual período do ano anterior), e também sem variações significativas sobre o 3o trimestre.

Na análise por posição na ocupação – considerando apenas o setor privado, único divulgado pelo IBGE –, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada foi estimado em 939 mil pessoas. Já os informais – aqueles que trabalham sem carteira assinada – chegaram a 655 mil cearenses. Em ambas categorias, o levantamento aponta não haver variações significativas tanto sobre igual período de 2015 como no 3º trimestre de 2016. No que diz respeito ao rendimento médio, na comparação trimestral, subiu de R$ 1.272,00 para R$ 1.315,00, enquanto que houve queda sobre igual período de 2015, quando chegou a R$ 1.328,00.

Balanço
A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (25,9%), continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil, quanto para cada uma das cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou 30,3% no Nordeste e 16,5% no Sul. Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador foi de 6,9% e 11,2%, respectivamente.
A população ocupada foi estimada em 90,3 milhões de pessoas, ao final de 2016, era composta por 68,6% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,5% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,3% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente. Nas Regiões Norte (31,7%) e Nordeste (30,2%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.
Ao final do ano passado, 76,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada – não inclusos os trabalhadores domésticos. As Regiões Nordeste (61,2%) e Norte (60,8%) apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 31,9% deles tinham carteira de trabalho assinada, sendo que, em igual trimestre de 2015, essa proporção havia sido de 33,3%.

Mulheres, Negros e jovens são a maioria
Pela primeira vez, o IBGE investigou o desemprego considerando a cor ou raça da população no País. A taxa de desocupação das pessoas que se declararam de cor preta (14,4%) ou parta (14,1%) foi maior do que das pessoas que se autodeclararam brancas (9,5%). Como se trata de um primeiro recorte, não há dados para comparação. O rendimento médio dos negros no quarto-trimestre foi de R$ 1.461, enquanto o de brancos foi de R$ 2.660. A relação permanece no mesmo patamar desde 2012.

O desemprego atingiu mais as mulheres do que homens. Segundo a Pnad, a taxa de desocupação entre mulheres no País foi de 13,8%, enquanto de homens foi de 10,7%. Em todas as cinco grandes regiões investigadas, a situação se repete. No total de pessoas desocupadas no País – desempregados em busca de oportunidade –, a maioria é de mulheres (50,3%). O Nordeste é região que registra taxa de desocupação mais alta entre elas, de 16,5%. No Norte, o indicador foi de 16%. No Sudeste (13,8%) e Centro-Oeste (13,2%), a taxa permaneceu acima da média no Brasil. Já no Sul, o desemprego das mulheres foi o mais baixo das cinco regiões.

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