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Digitalização do dinheiro é realidade cada vez mais próxima no Brasil, afirmam executivos do setor

terça-feira, 05 de maio 2020

O mundo está na corrida pela transformação digital para sobreviver ao isolamento causado pela pandemia do coronavírus – o que tem resultado mudanças no varejo. O crescimento das vendas por e-commerce e lojas virtuais aumentaram, uma saída encontrada para comerciantes que ainda não vendiam em plataformas digitais.  Segundo Anderson Locatelli, CEO da Troco Simples – startup que simplifica transações financeiras que envolvem dinheiro em espécie -, a necessidade de adaptação transformou a velocidade que o mercado está levando para realizar mudanças. 

Reprodução

No setor de serviços financeiros a evolução tem ocorrido por meio  da tecnologia com pagamentos online e transações financeiras, permitindo principalmente o acesso em aplicativos aos bancos físicos e digitais. “Hoje é possível investir online, pedir crédito consignado sem sair de casa, arrecadar dinheiro através das vaquinhas virtuais. Há uma infinidade de processos disponíveis que envolvem ‘dinheiro invisível’ tanto para a pessoa física quanto ao empresário”, afirma Locatelli.

Mudança de hábito

Para Anderson o uso do dinheiro em cédula e moeda está enfrentando um processo de transformação. “Com os consumidores aceitando cada vez mais as inovações, fica muito mais fácil implantar sistemas que solucionam pagamentos nos comércios e varejos. É preciso estar atento às tendências. A utilização de serviços como iFood, Uber, ou qualquer outro só valida os pagamentos digitais. Eles já são parte do nosso dia a dia, até mesmo quando deixamos cartões registrados em lojas virtuais”, comenta.

Moeda digital 

Os pagamentos digitais estão mudando a forma que a população lida com o dinheiro. “Nosso papel é ajudar nessa transformação e levar aos varejistas e consumidores acesso a essas alternativas que diminuem a dependência de carregar dinheiro e moedas em grande quantidade na mão”, afirma. O método de pagamento via smartphone já domina bares e restaurantes. “As fintechs tem colaborado para isso, essas empresas estão acelerando as operações e atendimentos apenas com um clique dos usuários, pessoalmente – nos pagamentos por aproximação – ou à distância em sites e compras pela internet. ”, completa. A interpretação dos consumidores no varejo pode definir novas tendências no mercado. “Vale lembrar que no setor varejista – online ou digital – é necessário deduzir o comportamento do consumidor e adaptar de acordo com a cada região. Para a partir daí propor soluções que podem resolver a dor do consumidor que procura eficiência. Toda essa transformação digital está fazendo com que os compradores fiquem mais exigentes”, conclui Locatelli.

Benefícios da revolução 

Para Anderson a transformação do dinheiro é um desafio e como CEO de uma empresa de tecnologia acredita que um de seus papéis é ajudar nesse processo. “A possibilidade de aplicações são enormes, assim como o troco digital que é recebido diretamente no CPF do consumidor, outros sistemas podem facilitar a utilização do usuário. Pessoas que não possuem conta em banco, conseguem receber a moeda digital”, diz o CEO. A crise atual pode forçar mudanças em todos os setores. “ O amadurecimento no mercado num curto período de prazo está colaborando para a digitalização. O aumento dos pagamentos online, o surgimento de aplicativos financeiros, por exemplo, são o que há de mais novo em vantagens  pela praticidade, mobilidade e rapidez ao operar uma compra ou utilizar um serviço”, finaliza.

Fonte: Ass. de Imprensa

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