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Aprenda a ler a caixinha do seu medicamento

quinta-feira, 04 de julho 2019

O consumo inadequado de medicamentos é a principal causa de intoxicações registradas no Brasil, segundo dados da Anvisa e do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (Sinitox), que apontam que, a cada hora, três pessoas sofrem por intoxicação medicamentosa no país. Na maior parte dos casos, o problema é decorrente do uso de medicamentos sem orientação de um médico ou farmacêutico.

Além de não praticar a automedicação, saber interpretar as informações contidas na embalagem dos medicamentos é essencial para seu uso seguro e consciente. Todas as embalagens devem apresentar de forma visível o nome do medicamento, o nome da substância principal de sua composição, o nome do fabricante e o número de registro do produto, entre outras informações.

“É importante também ficar atento aos itens da embalagem que atestam a procedência do produto. Medicamentos falsos não só prejudicam o tratamento como podem piorar a saúde do paciente, pois muitas vezes podem conter substâncias prejudiciais ao organismo”, explica Adriano Heleno Ribeiro, farmacêutico da Extrafarma.

Saiba quais são as principais informações presentes nas embalagens dos medicamentos.

Nome

Nome comercial do medicamento (em caso de remédios de marca) ou “Medicamento Genérico” (no caso de genéricos), com o nome da substância principal. No caso dos fitoterápicos, o que deve constar é o nome botânico da planta. O nome também deve estar impresso em Braille.

 

Identificação do fabricante

Deve conter o nome, endereço, CNPJ da empresa fabricante e o local de fabricação do produto. Esses dados dão mais segurança ao consumidor e permitem procurar o local certo em caso de dúvidas ou problemas.

 

Dados individuais

Número do lote, que melhora o controle em caso de lotes defeituosos ou contaminações, data de fabricação e data de validade. Lembre-se de que medicamentos jamais devem ser usados fora do seu período de validade.

 

Número de registro

É o número de registro do medicamento na ANVISA, composto por 13 dígitos.

 

Informações farmacêuticas

Deve trazer a composição do medicamento, a quantidade e a via de administração indicada. As informações detalhadas são divulgadas na bula do medicamento, que deve ser lida com atenção antes do uso.

 

Nome do farmacêutico responsável

Todo medicamento precisa ter um farmacêutico responsável, com número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia (CRF).

 

Telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)

É indispensável ter o telefone do SAC na embalagem, para que o consumidor tire dúvidas e emita opiniões ou reclamações de forma fácil e simples.

 

Tarja do medicamento

Os medicamentos são classificados de acordo com o grau de risco que podem oferecer à saúde, e essa classificação é feita por meio de tarjas facilmente identificáveis nas embalagens. As tarjas podem ser vermelha, para medicamentos com contraindicações e que podem provocar efeitos colaterais graves, ou preta, para medicamentos com ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central, podendo causar dependência. A tarja amarela indica medicamentos genéricos e há ainda aqueles sem tarja, conhecidos como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), que, quando usados corretamente, apresentam poucos efeitos colaterais ou contraindicações.

 

Lacre de Segurança

Toda a embalagem precisa estar lacrada. Caso contrário, não adquira o medicamento e avise o farmacêutico.

 

Tinta reativa ou selo de rastreabilidade

Ao raspar a tinta com metal, a embalagem deve apresentar o selo de qualidade e o nome do laboratório responsável.

Atualizado por Natasha Ribeiro
natasha@oestadoce.com.br
Fonte: Ass. de Imprensa

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