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Adoção

ADOÇÃO, ATRIBUTO DIVINO E HUMANO

segunda-feira, 25 de maio 2020

Na teologia cristã, todos somos “imagem e semelhança de Deus”.Como decorrência desta premissa, amamos como Deus nos amou, somos cheios de graça e justiça como refluxo da mesma graça e da mesma justiça herdadas de Deus. Viver em comunidade, em família é uma noção oriunda do arquétipo de vivência da Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo.
Atributos humanos como a capacidade de dialogar, amar, a necessidade que todas as pessoas possuem de sentirem aceitas, são decorrentes dessa nossa origem e geram em todos os nós o desejo de viver em comunidade.

Reconheço outras percepções, à partir de outras ciências, mas é assim que compreendo, à luz das doutrinas cristãs. A família é o núcleo aonde todas as pessoas podem desfrutar da ambiência para favorecer a proteção, o aprendizado, a solidariedade, a formação do caráter, etc. De maneira que, toda a criança tem o direito de viver em família, tem o direito de desfrutar da plenitude da vida com todas as suas oportunidades e desafios.
No Brasil, cerca de 80 mil crianças estão à margem do direito de viver em família, e mesmo que, bem acolhidas em abrigos, não desfrutam das mesmas oportunidades de crescimento humano, que uma criança pode desfrutar no seio familiar. É ainda na teologia bíblica, que Paulo fala do Deus eterno, Pai de um único Filho, que Decidiu nos adotar como filhos, nos tornando participantes da família de Deus. Compreendendo essa iniciativa de Deus -, em me acolher como filho – aprendi a acolher muitos filhos e filhas do coração.


Não compreendo, especialmente dos que se confessam cristãos, uma atitude de indiferença, chegando muitas vezes ao repúdio, quanto a adoção de crianças. Por outro lado, não desejo numa breve reflexão, gerar uma imposição sobre os nossos leitores. Nossa palavra é muito mais motivacional e pastoral. Jesus Cristo disse que: “quem recebe uma criança, recebe a Ele mesmo, e quem o recebe, recebe o Pai que está nos céus”.
Ou seja, adotar uma criança é um gesto de acolhimento da tarefa missionária de Deus, em visitar e participar de nossas experiências familiares. Receber uma criança é receber a visitação de Deus nos transformando em seres humanos mais plenos e completos. Receber uma criança oferecendo-lhe a chance de ter uma família é, também, uma atitude de amor e um ato de justiça. Que Deus nos conceda a graça e a inspiração para agirmos com as crianças, com o mesmo amor e a mesma misericórdia que recebemos dele.

CARLOS QUEIROZ
PASTOR NA IGREJA DE
CRISTO EM FORTALEZA

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