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Adoção

Uma corrente formada por amor

segunda-feira, 25 de maio 2020

Por Crisley Cavalcante

Ser solidário é apoiar concretamente uma causa, um valor ou uma missão. É doar-se ao outro, é ter empatia, é decidir amar sem medida. E não há amor sem a verdadeira doação. É assim, com doação à causa que muitos fortalezenses ajudam instituições de acolhimento de crianças e adolescentes que foram negligenciadas, ou vítimas de violência e abandono pela família biológica.
São crianças e adolescentes, muitas vezes, invisíveis aos olhos de muitos. Mas não de todos. Há aqueles que as veem de forma muito especial. Há os que se doam por amor à causa.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, há um total de 7,2 milhões de pessoas que veem no voluntariado uma forma de doação ao próximo. Uma delas é o empresário cearense Adauto Farias, que atualmente custeia escola participar e material escolar necessário para 40 crianças que vivem nas unidades de acolhimento de Fortaleza. A aposta do gestor é na educação. Para ele não há outro caminho para se conquistar uma vida diferente. “Sem dúvida, é por meio da educação que as pessoas podem ser melhores para elas e para o mundo, e conquistar o que desejarem. A educação é uma porta altamente poderosa e que pode, efetivamente, mudar a vida de uma pessoa. Acreditamos nisso e é por isso que focamos os nossos projetos na educação”, disse.
A palavra resignificar nunca fez tanto sentido para a advogada Larissa Freitas quanto após o nascimento do seu filho, que irá fazer um ano de idade no dia 25 de maio. A chegada do pequeno transformou a visão de mundo dela e sobre tudo o que mais importa. Por isso, Larissa reuniu um grupo de outras 15 amigas para ajudar a Casa de Jeremias.
Ela descobriu a existência do local por meio de um familiar. Além de doar todo o enxoval do filho, o grupo liderado por ela providencia frutas, legumes e verduras fresquinhas, semanalmente, para as crianças.
“Com o nascimento do meu filho, eu pude ver o quanto eu fui privilegiada na minha vida, por ter tido uma família formada por mãe, pai e muito amor. Quando me tornei mãe, pude ter a noção concreta de que tudo o que um bebê mais precisa é de amor. Infelizmente, nem todas as crianças têm essa oportunidade e, é por isso, que devemos nos doar mais para elas, enxergá-las e percebê-las”, diz a advogada.
Há quase dez anos, o voluntariado e a doação também fazem parte da vida da dentista Cecília Maria Teixeira Pontes. Tudo começou quando ela decidiu conhecer uma instituição de acolhimento. Ao chegar lá, a sua visão de mundo mudou. Ela percebeu crianças carentes além das coisas materiais. “As crianças são carentes de amor, de contato, de afeto. Essa situação sempre me toca muito e me emociona. Por isso, decidi ajudar e faço isso até hoje. É a única forma que eu tenho de agradecer a Deus pela minha vida e por tudo o que temos. Uma das formas de gratidão é a doação”, diz ela. Cecília Maria ajuda as instituições de diversas formas, inclusive doando tratamentos dentários para as crianças e adolescentes. Quando pode, mobiliza os amigos para que também abracem a causa. Uma corrente realmente formada por amor.

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