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Esportes

Ferrão tem em Vilar trunfo para evoluir

sexta-feira, 03 de julho 2020

O ano de 2019 foi recheado de expectativas pelo rendimento do clube nas tantas competições a disputar, chancelado pela campanha surpreendente na Copa do Brasil – quando deixou a competição apenas na quarta fase, caindo para o Atlético-MG – e pelo título merecido de campeão brasileiro da Série D. Porém, se a expectativa é a mãe da frustração, como diz o dito popular, o Ferrão sentiu na pele os efeitos de ter projetado um ano ainda melhor.

Cresceu
Com uma temporada decepcionante, ao liderar toda o Brasileiro da Série C e, na reta final, perder a vaga na fase de mata-mata, a direção resolveu reformular o plantel buscando resgatar a força de outrora. O ano começou com Zé Teodoro treinando a equipe coral, mas o desempenho ruim no Estadual logo gerou uma mudança precoce no comando. Assumiu o ex-zagueiro Anderson Batatais, que era auxiliar de Vagner Mancini no Atlético-MG durante a Série A.


Com Batatais, o Peixe cresceu de produção, criou solidez e passou a dar mostras de que poderia retomar os trilhos do bom desempenho vistos em 2018. Foi pelas mãos do comandante recém-chegado que a equipe avançou à Segunda Fase do Cearensão e assumiu a ponta da tabela, inclusive empatando com o Ceará e vencendo o Fortaleza, rivais que possuem elencos milionários e figuram na elite do futebol nacional.
Todavia, um fato tem sido comum ao Peixe nos últimos anos e que incomoda a direção: treinadores que largam o projeto na metade seduzidos por propostas melhores de trabalho. O último da lista foi o próprio Anderson Batatais, que se despediu da Barra do Ceará para voltar a ser assistente técnico de Mancini, agora noutro Atlético, o de Goiânia.

A volta
Pegos de surpresa, os cartolas corais iniciaram o processo de mapeamento do mercado em busca de um novo nome, foi quando chegaram a um velho conhecido – e que havia deixado o Ferrão nas mesmas condições de Batatais, por uma proposta melhor: Marcelo Vilar.
O novo-velho treinador regressa à Vila Olímpica Elzir Cabral pela quarta vez em sua carreira para retomar o trabalho interrompido abruptamente com a saída para o São Caetano, em junho de 2019. Vilar foi o grande condutor da equipe que surpreendeu na Copa do Brasil e conquistou o inédito título nacional e é a grande aposta da direção do clube para dar continuidade – e fazer evoluir ainda mais – o bom trabalho deixado por Anderson Batatais. “A intenção é essa, dar sequência ao que já vinha sendo feito e, a partir daí, acrescentar alguma coisa”, diz o novo comandante.

Sonhando com taça: por que não?

O treinador chegou falando em sonhar alto com relação ao título estadual, que não vem desde 1995. “Temos um jogo ainda pela fase classificatória, ainda não sabemos quando essa partida acontecerá, estamos aguardando uma definição. Enquanto isso estaremos nos preparando firmes e fortes para as semifinais, buscando avançar à final, lutando contra quem for o adversário. Nós temos de acreditar sim [no título], temos de sonhar algo e vamos trabalhar muito, com afinco, para isso, pois essa conquista seria importante demais para o clube e não queremos deixar escapar a possibilidade. Vamos pensar no título sim, por que não?”, completa.
Sobre o elenco reformulado desde a sua saída, Marcelo Vilar avalia que precisa conhecer um pouco mais cada atleta, embora já tenha trabalhado com algumas peças, como Genivaldo e Magno Alves (campeões com o treinador no Botafogo-PB) e enfrentado outras durante a carreira.
Para reforçar ainda mais o plantel, foi contratado o atacante Júlio, de 19 anos, oriundo das categorias de base do Náutico e que chega por empréstimo à Barra do Ceará até o final do ano, para fortalecer ainda mais o setor ofensivo do elenco. O jovem atacante entrou em campo pela equipe profissional do Náutico no Campeonato Estadual e Copa do Nordeste. Já integrado ao elenco profissional do Tubarão.

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