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Esportes

Final paulista tem rivais com garotos entre os candidatos a protagonistas

quarta-feira, 05 de agosto 2020

Na última vez que o Palmeiras venceu o Corinthians em uma final de Campeonato Paulista, em 1993, o volante palmeirense Patrick de Paula ainda não tinha nascido. A mãe de Éderson também não havia dado à luz o volante corintiano quando o clube alvinegro, em 1995, bateu o rival pela primeira vez em uma decisão do torneio. Em busca de glórias como aquelas que seus antecessores construíram na história do dérbi, os jovens tiveram participação decisiva na classificação de suas equipes à final do Estadual deste ano.


Sem público por causa da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 23 mil pessoas em São Paulo até ontem, Corinthians e Palmeiras fazem o primeiro jogo da decisão nesta quarta (5), às 21h30, no Itaquerão. A partida de volta acontecerá no sábado (8), no Allianz Parque, às 16h30.

Alvinegro
Se as atenções para o retorno de campeonato estavam voltadas principalmente para o desempenho de Luan e a chegada de Jô, foi Éderson, 21, quem roubou a cena no time do técnico Tiago Nunes. O volante já marcou três gols desde a retomada do Paulista, todos em chutes de fora da área. Éderson, que chegou sem custo ao clube em fevereiro deste ano após deixar o Cruzeiro, teve pouco tempo antes da interrupção do campeonato para mostrar seu futebol.


Desde a volta do Paulista, porém, assumiu a titularidade e a condição de protagonista no meio de campo, importante para a saída de bola especialmente com a ausência do colombiano Cantillo, que contraiu covid-19 e ainda recupera a melhor forma física. “O Éderson tem o atributo do chute. É um jogador que tem uma chegada no último terço [do campo], trabalha de intermediária a intermediária. Estamos tentando potencializá-lo em uma posição que cresça. E só faz gol de fora da área quem arrisca, e ele tem esse atributo”, afirmou Tiago Nunes.

Alviverde
No rival Palmeiras, o protagonismo da classificação à decisão também teve a assinatura de dois jovens, ambos formados em casa. Patrick de Paula, 20, foi o autor do gol que deu ao time alviverde o triunfo por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, que colocou o clube na final do Campeonato Paulista, reencontrado o rival que o derrotou em 2018.


O meio-campista foi descoberto pelo Palmeiras em 2016. Até então, jogava bola em um projeto social do bairro de Santa Margarida, na zona oeste do Rio de Janeiro, o Cara Virada Futebol Arte, e também pelo Mamaô, um outro time da comunidade onde vivia e que disputava a Taça das Favelas. Foi a qualidade de passe e o chute de fora da área mostrados no torneio amador que chamaram atenção de um olheiro alviverde, que o levou para a base do clube.


Patrick ganhou a companhia no meio de campo do colega Gabriel Menino, 19, outro dos seis atletas que foram promovidos ao profissional no início desta temporada e que já chegou a ser utilizado por Vanderlei Luxemburgo na lateral direita. Ao lado do experiente Ramires, 33, a dupla de jovens barrou nomes como Lucas Lima, Gustavo Scarpa e Zé Rafael e deu mais mobilidade ao meio de campo palmeirense.

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