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Ceará registra maior redução de área com seca desde julho de 2014, diz Agência de Águas

sexta-feira, 22 de maio 2020

A última atualização do Monitor de Secas aponta que o Ceará teve uma redução da área com seca e registrou somente seca fraca na comparação entre março e abril. Com isso, o estado está na melhor situação desde julho de 2014, quando foi produzido o primeiro Mapa do Monitor. No estado os valores de chuva na faixa litorânea ficaram em torno de 700 milímetros, enquanto nas demais áreas do estado o volume de precipitações ficou abaixo de 250 mm.
Tal condição, somada aos indicadores de curto e principalmente de longo prazo, contribuiu para a redução da área com seca fraca no centro-oeste e no sul cearense. Já na porção central e leste ainda houve áreas com seca fraca com impactos somente de longo prazo, como é o caso do déficit hídrico prolongado dos três maiores reservatórios do Ceará: Castanhão, Orós e Banabuiú. Nas demais áreas, os indicadores não registram seca.
Esse padrão observado, associado aos indicadores de seca, principalmente de longo prazo, contribuíram para a atenuação da intensidade do fenômeno no Sertão Alagoano, que passou de moderado para fraco. Em relação aos impactos, somente a faixa litorânea está sob impactos de curto prazo, enquanto nas demais áreas os impactos são de longo prazo.
Com as chuvas de abril, o Monitor de Secas registrou uma redução das áreas com seca na Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. No caso do Espírito Santo, o estado não registra nenhuma área com seca desde março. Já em Alagoas todo o estado permanece com seca.
Também houve a redução da gravidade das secas em oito estados: Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O Ceará manteve áreas somente com seca fraca e Tocantins teve poucas mudanças na severidade da seca entre março e abril. No caso do Maranhão, houve um aumento da área com seca moderada no sul do estado.
De modo geral, a seca no norte do Nordeste apresenta impacto de longo prazo, associado principalmente ao déficit hídrico de chuvas abaixo da média na região entre 2012 a 2018. No entanto, as precipitações observadas nos quatro primeiros meses do ano trouxeram melhora nos impactos de curto prazo e a consequente recuperação das pastagens, acumulação de água nos pequenos e médios reservatórios, além da recuperação de alguns perímetros irrigados.

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