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Em alta: jornais e TVs lideram ranking de credibilidade junto a brasileiros, diz estudo

terça-feira, 24 de março 2020

A informação, sem dúvidas, é o produto mais vendável do mundo. Entretanto, nos tempos atuais, onde cada um é bombardeado por milhões de notícias, matérias, reportagens a cada minuto, é preciso, cada vez mais,filtrar tudo o que chega até nós. Não se pode dar credibilidade a tudo o que a gente lê, principalmente se o conteúdo não vem de fonte minimamente confiável. O termo credibilidade nunca foi tão relevante quanto nos dias de hoje.
A onda das chamadas fake news toma conta e inunda a sociedade com textos infundados, com diversos interesses em jogo, mas com um único objetivo: desinformar. Contra as falsas informações existem justamente os veículos de Comunicação, que agem de maneira séria e comprometida com a realidade dos fatos, com a verdade nua e crua.
A sociedade reconhece o valor da imprensa, principalmente em situações como a que o mundo está vivendo: a crise de pandemia do novo coronavírus. Segundo o levantamento realizado pelo instituto Datafolha, programas jornalísticos da TV (61%) e jornais impressos (56%) lideram no índice de confiança junto ao público, seguidos por programas jornalísticos de rádio (50%) e sites de notícias (38%).

Contramão
O aposentado Augusto Brito diz que passou a entender como funciona a internet e a não acreditar em tudo o que recebe. “Meu neto é quem reclama muito comigo porque eu sempre ficava espantado com tudo o que via no computador, dava importância e sempre mandava pros familiares. Mas eu estou aprendendo e meu neto Fernando me disse que eu devo acreditar apenas nas notícias de portais e jornais, então passei a compreender que a gente recebe muita mentira e que isso prejudica demais. Ainda gosto de ler jornal, de ouvir rádio, e estou valorizando ainda mais os meio de Comunicação, fazem um trabalho fantástico”, explica.
Corroborando a tese do aposentado, em posição oposta à imprensa profissional, o estudo joga luz sobre os conteúdos que vêm de WhatsApp e Facebook. Nas duas plataformas, apenas 12% dizem confiar em informações relacionadas ao novo coronavírus. Nelas, o índice dos que dizem não confiar nas informações atinge 58% (WhatsApp) e 50% (Facebook).

Reconhecimento
O Jornalismo, como um todo, recupera sua já conhecida credibilidade diante de cenários de dificuldades e comprometimento com a notícia como o atual. Profissionais se arriscam diante das adversidades e encontram formas variadas de levar ao grande público a verdade sobre os fatos. Emissoras de televisão se desdobram com horas seguidas de programação ao vivo, veículos impressos ampliam seus leques de cobertura unindo a tradição do papel à velocidade da notícia online. 
Rádios chegam a lugares onde nenhum outro meio pode alcançar, dos altos escalões executivos aos mais distantes rincões nacionais. “Está dando orgulho ver o trabalho formidável que a imprensa, de modo geral, tem feito na cobertura da crise mundial causada pelo surto da Covid-19. Rádio, TV, impresso, portal, todos juntos para manter a população muito bem informada. Não fosse o trabalho árduo da mídia não dá para imaginar a dimensão dos problemas que a doença causaria a mais no planeta”, detalha Pitombeira Filho, radialista há quase 30 anos em Limoeiro do Norte.

Mapeamento
O índice dos que dizem não confiar nas informações sobre a pandemia que assola o mundo é de 11% nos jornais e de 12% nos telejornais. Os sites de notícias têm a desconfiança de 22%. O levantamento do Datafolha foi realizado de quarta (18) a sexta-feira (20). A pesquisa foi feita por telefone, e não presencialmente, devido à pandemia, segundo a Folha de S.Paulo. Foram ouvidas 1.558 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.
Para a fisioterapeuta Renata Gomes, acompanhar as notícias pelos principais meios de Comunicação é a maneira mais apropriada de se manter informada, por dentro de tudo e com a certeza da veracidade do que se vê, ouve ou lê. “Tenho feito isso todos os dias. Lido diretamente com pacientes, infectados ou não, e necessito saber o que está acontecendo, as atualizações, as novidade sobre os casos, tudo. A imprensa tem feito de tudo para manter a todos bem informados. Nós, da saúde, e os jornalistas estamos enfrentando os problemas na primeira linha, é difícil, mas vamos conseguir”.

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