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Obras de drenagem e saneamento visam resultados para 2021

domingo, 01 de dezembro 2019

A Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza (Seinf) deu início, no segundo semestre de 2019, às obras do Programa de Infraestrutura em Educação e Saneamento de Fortaleza (Proinfra), em que serão realizados serviços de drenagem, saneamento, mobilidade, além da construção de novos equipamentos de educação e esporte. O programa, orçado em R$ 580 milhões, com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina, busca atingir localidades da cidade que apresentam deficit na infraestrutura e solucionar alguns pontos de alagamento.


“A ideia do projeto não é fazer mais uma via pontual no bairro x ou y, mas pegar principalmente as comunidades que tem um deficit de infraestrutura de todas as maneiras na cidade de fortaleza e transformá-la”, afirma a secretária de infraestrutura de Fortaleza, Manuela Nogueira. Seis áreas já foram iniciadas, mas, no total do Proinfa, busca-se realizar qualificações completas em mais de 950 vias da Cidade e em 30 bairros.
No entanto, para a quadra chuvosa de 2020, o projeto ainda não apresentará nenhum impacto. Enquanto que para o ano seguinte, Manuela estipula que “pelo menos 15 dessas áreas, para a quadra chuvosa de 2021, já tenha uma mudança total”. Para ela, é importante que haja o planejamento e preparo para o período de chuvas na cidade, porque os prejuízos das quadras chuvosas são os transtornos que isso causa, o alagamento, a formação de buracos nas vias, possíveis áreas que precisam ser desocupadas por conta de desabamentos.


Para Marlene de Lima, 60, proprietária de um comércio na Avenida Heráclito Graça, o período de chuva costuma ser atrelado à tensão. A senhora precisou aterrar a casa porque a água chega a subir cerca de 1,6 metro. “Quem trabalha não pode sair para trabalhar, quem estuda não pode sair para estudar, porque a gente fica ilhado”, explica. Ela acredita que o maior sonho das pessoas que moram na área é que a Heráclito Graça não enchesse mais.

Drenagem
Fortaleza tem sua quadra chuvosa entre os meses de janeiro e julho, período em que os alagamentos aparecem, com recorrência em locais como nos bairros Cajazeiras e Vila Betânia, e nas avenidas Heráclito Graça e José Bastos. Em 2018, de acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o índice de chuva máximo foi constatado em março, com 679,3 milímetros.
Desde março, é realizado os serviços pelas secretarias municipais de “desobstrução das redes de drenagem e das bocas de lobo, além disso, toda a recuperação da malha viária que ficou danificada pela quadra chuvosa do ano passado”, afirma a secretária de infraestrutura de Fortaleza. Segundo dados da Seinf, em 2018, foram gastos cerca de 75 milhões nas ações de recuperação da malha viária, de limpeza de boca de lobo, na desobstrução de vias e de obras pontuais de drenagem.
De acordo com Manuela Nogueira, as causas dos alagamentos da Cidade estão relacionadas principalmente à falta de infraestrutura de drenagem; às ocupações irregulares em áreas próximas aos leitos dos rias e às bacias de amortecimento e ao descarte incorreto do lixo. Em algumas localidades da cidade, por exemplo, onde já existe a rede de drenagem, o descarte irregular do lixo atinge as bocas de lobo e contribui para barrar a via e ocasionar o alagamento.

Conscientização
O trabalho de conscientização é realizado o ano inteiro através da educação em escolas municipais, dos agentes de cidadania, da Secretaria de Meio Ambiente e também, da secretarias regionais. “O maior problema [do alagamento] é a má conservação e utilização da rede de drenagem”, explica Manuela. Para além de ações educacionais do descarte correto do lixo, outras medidas de prevenção utilizadas são os ecopontos e ecopolos e as lixeiras subterrâneas.
Na Avenida Leste-Oeste, por exemplo, é possível encontrar um dos 15 pontos das lixeiras subterrâneas existentes em Fortaleza. A iniciativa foi pensada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio da coordenadoria de limpeza urbana. Segundo o assessor técnico da Coordenadoria Especial de Limpeza Urbana de Fortaleza, Wigor Florêncio, “as lixeiras subterrâneas comportam mil litros cada uma e fortalecem a atuação dos ecopontos. A população aderiu à ideia e só nessa área 23 pontos de lixo já foram eliminados”, afirmou ao portal do município.

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