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Reabertura no Ceará: o que vai pesar a favor e contra a retomada econômica a partir do dia 12

quinta-feira, 08 de abril 2021

Além do anúncio de mais uma semana de lockdown no Ceará, o governador Camilo Santana (PT) também informou, no último dia 4, que o processo de retomada de atividades econômicas no estado terá início a partir da próxima segunda-feira (12).

FOTO JOÃO FLORENÇO / OE

Decisão que, segundo especialistas da área da saúde, é compreensível, devido aos prejuízos causados pelo fechamento pela paralisação de empresas de inúmeros segmentos, contudo, é necessário que esta reabertura seja planejada com base, não só nos parâmetros estabelecidos ano passado, época do primeiro surto da doença, como, também, na nova variante do coronavírus e sua transmissibilidade.


Pois, apesar de ser um momento viável para que isso aconteça, tendo em vista a estabilização do número de infectados e mortos pela covid, segundo o infectologista do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Guilherme Henn, a aplicação da medida ainda cabe discussões por também considerar válida a possibilidade de aguardar um pouco mais para o início do processo.


“O que pesou massivamente para a reabertura a partir do dia 12 foram os prejuízos financeiros com o fechamento de estabelecimentos comerciais e, principalmente, pela ausência do auxílio emergencial durante um bom período desse segundo lockdown. Como os números estão caminhando para uma queda, é possível pensar em uma reabertura, embora considere válido o questionamento do porquê disso estar acontecendo agora”, pondera.

Cuidados
Ainda de acordo com o médico, mesmo com o processo de imunização da população cearense em andamento, medidas como o distanciamento social; o uso de máscaras. a higienização de lugares, objetos e mãos com álcool em gel são primordiais para que a retomada econômica aconteça com o máximo de segurança, pois, esta segunda onda apresenta um fator complicante: o maior potencial de contaminação da nova cepa em relação ao vírus anterior.


“Ao mesmo tempo em que temos um momento favorável para a reabertura, visto que a campanha de vacinação está avançando em uma velocidade razoável, pois, embora ainda haja, relativamente, poucas pessoas vacinadas, temos um quantitativo crescente, um índice crescente de pessoas vacinadas por dia, o que é um ponto positivo. No entanto, estamos falando de uma segunda onda com uma variante nova, que é mais virulenta e mais transmissível que a primeira. Diante dessa situação, podemos considerar essa retomada um pouco mais arriscada do que a de 2020. Logo, é fundamental que a campanha de vacinação progrida e, se possível, seja acelerada. Além disso, é indispensável que a população mantenha os cuidados. A reabertura é gradual, o que não significa dizer que já se pode fazer tudo como acontecia antes da pandemia, sob pena de uma terceira ou quarta onda e de um novo fechamento”, alerta.

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