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Turistas relatam descaso de companhias aéreas no Ceará

sexta-feira, 22 de maio 2020

Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as reclamações de consumidores insatisfeitos com as empresas aéreas, como também do setor de viagens na negociação para adiar ou cancelar contratos, aumentaram significativamente. Preocupados com a expansão da doença, turistas pedem o adiamento, cancelamento, ida ou reembolso das passagens, sem nenhum tipo de ônus ou cobrança de multas. Os órgãos de proteção do consumidor, assim como os advogados, tentam fechar acordos com as companhias, com base em artigos do Código de Defesa do Consumidor que preveem direitos básicos em situações excepcionais, os passageiros têm garantias a pleitear.
Desde do início de março, os escritórios de advocacia atendem problemas envolvendo viagens por causa do vírus. A advogada Nayara Bruno explica que a maioria dessas solicitações surgem do grupo mais vulnerável. “Eles estão com medo de contrair a covid-19, por serem do grupo de risco. Mas, principalmente, estão receosos de ser colocados em quarentena em hotéis e navios e assim perderem a viagem”, afirma.
Nayara prefere tentar celebrar acordos com as companhias para evitar levar os imbróglios até a Justiça. O escritório já conseguiu negociar, sem judicialização, com empresas prestadoras de serviços de cruzeiros, mas encontra mais dificuldades com as companhias aéreas.
Como não é possível prever a situação a médio e longo prazo, a advogada orienta aos clientes a tentar adiar os passeios pelo menos até setembro deste ano. “É uma situação na qual as duas partes estão perdendo. O consumidor em geral quer viajar, mas deseja ir mais tarde. E as companhias aéreas estão passando por uma crise muito forte de demanda”, conclui.

Acontecimentos
Diante desse contexto, o italiano Enzo Agresti, que veio ao Ceará ainda em 2019, está retido em Fortaleza há três meses. O mesmo, que veio ao Brasil para rever familiares e amigos, agora está apreensivo pela pandemia, e tenta voltar à terra natal. No entanto, com os aeroportos praticamente fechados, e sem voos, Enzo não consegue embarcar. “Não tenho como ficar aqui, trabalho na Itália, estou tentando voltar, mas as companhias aéreas estão cancelando sempre em cima da hora”, afirma.
Com o caos à tona, a maior indignação do italiano é a falta de respeito das empresas aéreas para com os consumidores. “Desde do dia 5 de Abril estou tentando retornar. No meio desse caos já comprei várias passagens, e quando chega perto da data da viagem eles cancelam. E eu só fico sabendo porque entro no site. Eles não me ligam, não se preocupam em avisar, em dar uma satisfação ao cliente”, relata Enzo.
A redução para a procura das passagens sofreu um considerável impacto, portanto, as companhias estão operando com preços exorbitantes. “Eles estão praticando um abuso em cima de uma situação de pandemia. Aproveitando a cenário para serem oportunistas”, reclama. Após tentar, sem sucesso, sua volta à Itália, restou a Enzo prolongar sua estadia em solo cearense por tempo indeterminado. “Meu medo é ficar doente e não saber para onde ir. Tenho o desejo de voltar ao meu país e me sentir seguro novamente, mais próximo da minha família”, relata.

Explicações
O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), explica como estão funcionando os procedimentos. “O consumidor não é obrigado a viajar para destinos com risco de contrair o coronavírus, sendo seu direito optar por uma das alternativas: postergar a viagem para data futura; viajar para outro destino de mesmo valor; ou ainda obter a restituição do valor já pago”, diz a entidade.
Diante disso, o Procon, solicita que, todos os seus clientes tenham um pouco de paciência, pois, as demandas estão gigantesca. Enquanto isso, alguns cidadãos, sonham com a volta da sua rotina e a paz de voltar para o seu país de origem.

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