32 C°

segunda-feira, 30 de novembro de 2020.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Mundo

Argentina: projeto de imposto sobre fortunas avança

sexta-feira, 20 de novembro 2020

A Câmara de Deputados da Argentina aprovou, nesta semana, uma taxação única de grandes fortunas, um projeto do Executivo para que cidadãos mais endinheirados possam ajudar com os gastos que o país vem tendo com a pandemia do coronavírus. A medida, agora, precisa ser aprovada pelo Senado para começar a valer. O governo espera que isso ocorra ainda neste ano.
O objetivo do chamado “aporte solidário e extraordinário para ajudar a combater os efeitos da pandemia” é fazer com que todas as pessoas físicas que tenham um patrimônio declarado de mais de 200 milhões de pesos paguem uma taxa única, proporcional a seu patrimônio. A taxação seria proporcional às fortunas e irá variar entre 3% e 5% do patrimônio. A medida é uma das alternativas pensadas pelo governo por conta do esvaziamento das reservas e do fato de o país estar emitindo dinheiro demais nos últimos meses por conta do coronavírus. O ministro da economia, Martín Guzmán, anunciou nesta semana que já não haverá pagamento do IFE (Ingresso Familiar de Emergência) a partir de dezembro, o que tem provocado manifestações contra o governo.
O benefício vinha sendo distribuído à população de baixa renda como compensação à desaceleração da economia por conta da pandemia. Para o mercado informal, de quase 34%, vinha sendo a principal fonte de renda desde março, quando foram implementadas as medidas de quarentena. Caso seja aprovada, a taxação das grandes fortunas atingiria 12 mil pessoas. As cifras a serem pagas serão proporcionais ao patrimônio, e haveria diferença para os que têm bens no exterior (pagariam alíquotas 50% mais caras).
Segundo o Ministério da Economia, espera-se arrecadar assim 300 milhões de pesos, que seriam usados para programas de investimentos, compra de equipamentos para o setor da saúde, apoio a pequenas e médias empresas e urbanização de bairros mais humildes. Durante a sessão que aprovou a medida, houve um debate acalorado na Câmara dos Deputados, com fortes críticas da oposição. A bancada do Juntos por el Cambio, do ex-presidente Mauricio Macri, afirmou que “esse imposto serve para que o governo faça populismo tributário”.
A interrupção do IFE acirrou as fricções com os sindicatos. Estes reclamam dos mais de 300 mil postos de trabalho perdidos na pandemia e do fato de os salários não estarem acompanhando a inflação, que já é de 26,8% no acumulado no ano. O corte do IFE também está relacionado às negociações que a Argentina está realizando com o FMI.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com