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Mundo

Argentinos vão às ruas contra quarentena e governo

sexta-feira, 10 de julho 2020

Protestos antiquarentena marcaram a tarde dessa quinta-feira, feriado de 9 de Julho, Dia da Independência da Argentina, em várias cidades do país. Em Córdoba, Santa Fé, Rosário, Avellaneda, Mar del Plata e na capital, Buenos Aires, manifestantes saíram às ruas com bandeiras nacionais para pedir democracia, liberdade e o fim da “infectadura”, ou seja, o que alguns grupos afirmam ser uma ditadura comandada por infectologistas.


A Argentina, em especial a região metropolitana de Buenos Aires, está sob medidas de restrição contra o coronavírus há 113 dias, o que provocou o fechamento de milhares de comércios e pequenas empresas. A previsão é de que o PIB do país caia ao menos 10 pontos percentuais até o fim do ano, segundo o FMI. Os protestos foram convocados pela internet e começaram ainda na noite anterior, na cidade de Pilar, ao norte de Buenos Aires. Ali, uma localidade nobre, manifestantes reagiram à libertação de Lázaro Báez, condenado por lavagem de dinheiro em caso ligado ao casal Néstor e Cristina Kirchner, presidentes entre 2003 e 2015. O empresário, que vive em Pilar, irá para a prisão domiciliar nos próximos dias.


Os cartazes com os dizeres “ladrões na cadeia, povo democrático livre” e os gritos contra a libertação de Báez também se referiam à saída da prisão do ex-vice de Cristina, Amado Boudou, e do ex-ministro Julio De Vido, todos presos por corrupção. Assim como o empresário, ele receberam o benefício da prisão domiciliar nos últimos meses.

Crise
Além de pedir o fim da quarentena, a marcha tinha tom anti-governo e fazia referências à crise econômica e à dificuldade do governo em renegociar a dívida externa. Havia também cartazes em referência à falta de trabalho e de dinheiro, além do fechamento de empresas e o fim de empregos. Em Buenos Aires, muitas pessoas ficaram dentro de seus carros, fazendo “buzinaço”. Eram cercados por fileiras de manifestantes a pé, alguns com máscaras, e o distanciamento social não foi respeitado.


Um grupo também se aglomerou diante da residência oficial da Presidência, em Olivos, onde está Alberto Fernández e sua família. Ali, agitavam bandeiras e gritavam “queremos liberdade” e “democracia”. Em outros bairros, era possível ouvir carros buzinando nas principais avenidas, com a bandeira argentina do lado de fora. Na parte da manhã, Fernández havia comandado, de Olivos, por videoconferência, as comemorações do Dia da Independência, com todos os governadores e uma declaração à população.

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