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Mundo

Brasil apoia Guaidó para ativar tratado de defesa mútua

quinta-feira, 12 de setembro 2019

O governo brasileiro apoiou, no âmbito da OEA (Organização dos Estados Americanos), o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, na moção para aprovar convocação do órgão de consulta do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR). A medida presume defesa mútua dos países-membros em caso de ataques externos.

Chancelada ontem por 12 dos 19 países que participam do acordo -incluindo Brasil e EUA-, a resolução prevê que a reunião dos ministros de Relações Exteriores das nações participantes deve ser convocada para a segunda quinzena de setembro. A chamada oficial para o encontro foi feita na OEA com base em projeto apresentado pelas missões permanentes da Colômbia, Brasil, EUA e do governo de Guaidó.

Delegações
Segundo relatos de integrantes das delegações, o pedido para incluir o debate na sessão desta quarta foi feito a fim de que o tema seja levado à Assembleia Geral da ONU, na semana do dia 23 de setembro. O presidente Jair Bolsonaro fará o discurso de abertura, na terça-feira (24). O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, que está em Washington, encontrou com seu par da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, na manhã desta quarta. Em seguida, Trujillo foi à OEA, onde participou das discussões do conselho.

No texto da resolução, os países afirmam que a crise na Venezuela “tem um impacto desestabilizador, representando uma clara ameaça à paz e à segurança do hemisfério” e, por isso, querem a convocação do órgão de consulta do tratado. Houve controversas durante o debate na sessão da OEA e o Brasil chegou a rechaçar uma emenda proposta pela Costa Rica que apoaiva o chamado da reunião de consulta, mas falava em “restauração pacífica da democracia na Venezuela”, excluindo expressamente medidas “que impliquem o emprego de força armada.”

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