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Mundo

Burundi: sucessor declara covid-19 como pior inimigo

sexta-feira, 10 de julho 2020

No pequeno Burundi, país com 11,5 milhões de habitantes no coração da África, a morte do presidente, Pierre Nkurunziza, 55, um mês atrás, marcou uma reviravolta nas políticas de combate ao novo coronavírus. Um negacionista contumaz da gravidade da doença e da pandemia, Nkurunziza foi sucedido por Evariste Ndayishimye, 52, que assumiu posição oposta e adotou um discurso firme de combate ao vírus.
Enquanto Nkurunziza minimizou os perigos da crise sanitária dizendo que “Deus limpou [o coronavírus] dos céus do Burundi” e chegou a expulsar o representante da Organização Mundial da Saúde do país, seu sucessor classificou a Covid-19 como o “pior inimigo” da nação, assim que assumiu. Nessa segunda (7), o novo governo lançou uma campanha de testes em massa. De acordo com a BBC local, foram realizados 640 exames em um dia.
Desde que o novo governo assumiu, em 18 de junho, 1.900 testes foram realizados O número já é maior do que o total dos três meses anteriores, quando 1.200 pessoas haviam sido testadas. O novo presidente também implantou uma política de subsídio a sabonetes e a água potável e afirmou que “todos têm que tomar medidas para não serem infectados ou para não infectarem os outros”.
“Nós pedimos a todos com sintomas da doença que corram para fazer um teste e receber tratamento”, disse Ndayishimye no começo do mês. Segundo o site Worldometer, o Burundi registra 191 casos do novo coronavírus e apenas uma morte. Na África, o levantamento aponta 528.310 casos confirmados e 12.309 mortes.
A morte do presidente, no meio da pandemia, foi cercada de controvérsia. Nkurunziza era um atleta, graduado em educação física e apaixonado por futebol. Chegou a treinar um time da primeira divisão do país na década de 1990 e mais recentemente jogava e dirigia seu próprio time amador, o Hallelujah F.C.
Segundo o governo, o presidente morreu de um ataque cardíaco, no dia 8 de junho. O anúncio sem outros esclarecimentos, porém, levantou especulações sobre a possibilidade de sua morte ter sido causada pelo novo coronavírus. Pouco mais de uma semana antes, sua esposa, Denise Nkurunziza, havia voado para a capital do Quênia, Nairóbi, em busca de tratamento médico –mas o governo não informou o motivo.

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