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China acusa EUA de contradição ao reprimir protestos

terça-feira, 02 de junho 2020

Na primeira reação oficial à ameaça de Donald Trump de retaliar a nova lei de segurança para Hong Kong, a China atacou o que considera uma contradição dos americanos ao tratar manifestações de rua. “Por que os EUA glorificam as ditas forças pró-independência de Hong Kong como heroicas, mas chamam manifestantes desapontados com o racismo no seu país de arruaceiros?”, questionou Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Os EUA vivem desde semana passada uma onda de protestos decorrentes da morte do negro George Floyd, sufocado por um policial branco. Trump teve de se esconder no bunker da Casa Branca no fim de semana, e toque de recolher está em vigor em diversos estados.
A dura afirmação chinesa aponta um caminho ainda não testado na disputa geopolítica que envolve as duas maiores economias do mundo: o questionamento do “soft power”, o poder brando que emana de valores culturais, uma arma americana em uso há décadas. Zhao falava sobre a reação de Pequim à decisão americana de limitar a entrada de cidadãos chineses e encerrar os privilégios comerciais concedidos a Hong Kong -por onde passam 65% dos investimentos feitos pela China e aplicados no país.
“Toda declaração ou ação que prejudique os interesses da China encontrará um firme contra-ataque”, disse o porta-voz. Na quinta (27), o Congresso chinês aprovou uma nova lei, que deve ser regulamentada até setembro, visando punir atos de secessão, terrorismo ou dissenso na antiga colônia britânica, devolvida à ditadura comunista asiática em 1997.

Golpe
O ato é visto como um golpe fatal contra os manifestantes que pedem a manutenção da democracia no território, que vive sob um sistema dual: é comandado por Pequim, mas tem Judiciário autônomo, liberdade de expressão e um regime capitalista altamente desregulado garantido por tratado até 2047. Desde meados do ano passado, protestos por mais liberdades abalam Hong Kong. A pandemia do novo coronavírus arrefeceu o ímpeto dos manifestantes, mas o anúncio da nova lei levou manifestantes para a rua de novo e disparou a reação dos EUA.
“Por que os EUA criticam a bastante comedida polícia de Hong Kong, mas atiram em seus manifestantes e até mobilizam tropas da Guarda Nacional?”, disse o porta-voz. “O incidente reflete o quão severo é o problema do racismo e da brutalidade policial nos EUA, e o quão urgentemente esses problemas precisam ser resolvidos”, afirmou,

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