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Mundo

China construiu quase 400 centros de detenção

sexta-feira, 25 de setembro 2020

A China construiu 380 centros de detenção em Xinjiang, região autônoma que abriga uma minoria majoritariamente muçulmana no noroeste do país, afirma um relatório divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI). De acordo com o estudo, os pesquisadores mapearam quase 400 “centros de detenção suspeitos” por meio de imagens capturadas por satélite desde 2017. Alguns deles foram construídos ou expandidos neste ano, contradizendo afirmações de autoridades chinesas, segundo as quais a maior parte das pessoas detidas nesses locais já havia retornado à sociedade.
Pequim alega que as unidades são centros de educação e treinamento vocacional e fazem parte de um conjunto de medidas para combater o terrorismo e o fundamentalismo islâmico. Entidades de defesa dos direitos humanos, no entanto, denunciam que os uigures, como é conhecida a etnia muçulmana dominante naquela região, foram detidos arbitrariamente e submetidos a práticas de trabalho forçado e doutrinação política.
“Nos últimos três anos, cerca de um milhão de uigures e outras minorias foram detidos nessas instalações contra sua vontade”, diz o estudo do ASPI. “O sistema carcerário de Xinjiang é a espinha dorsal coercitiva que sustenta todos os outros aspectos da repressão do governo contra os uigures e outras minorias étnicas.” Além do monitoramento por satélite, os pesquisadores australianos utilizaram outros métodos para localizar e mapear os centros de detenção chineses. No processo, coletaram depoimentos de vítimas da repressão imposta por Pequim, muitos dos quais foram reunidos em uma base de dados com informações de quase 11 mil pessoas, incluindo mortos e desaparecidos.

Locais
O ASPI também verificou locais mencionados em documentos oficiais e reportagens e ouviu jornalistas e outras pessoas que já estiveram em instalações chinesas em Xinjiang. As instalações descobertas pelo instituto foram divididas em quatro níveis diferentes.

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