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Covid-19 cancela procissões de Páscoa na Terra Santa

quarta-feira, 08 de abril 2020

A Via Dolorosa ficará vazia na Páscoa deste ano. Não haverá procissões com milhares de fiéis partindo do Monte das Oliveiras em direção à Igreja do Santo Sepulcro nem peregrinos vestidos como Jesus Cristo carregando cruzes pelas pedras milenares da Cidade Velha de Jerusalém.
A pandemia da Covid-19 virou de ponta-cabeça as celebrações da Semana Santa na Terra Santa. Cerimônias serão limitadas ou adiadas, e tradicionais procissões, canceladas pela primeira vez em séculos. As autoridades religiosas confirmaram que a missa do Domingo de Páscoa, em 12 de abril, na Igreja do Santo Sepulcro, será realizada, mas sem a presença do público. A reza será transmitida ao vivo pela internet, mas ainda não está claro quantos clérigos poderão estar no local.


As três principais denominações cristãs responsáveis pela Igreja – católicos, grego-ortodoxos e armênios – enviaram uma carta ao presidente de Israel, Reuven Rivlin, e ao primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, pedindo compreensão em relação às regras que restringem as aglomerações públicas em igrejas, sinagogas e mesquitas a, no máximo, dez pessoas. “Estamos apelando às autoridades de Israel que entendam que é impossível que só dez pessoas estejam presentes na missa, até porque temos que inserir, além dos padres de todas as denominações e seus ajudantes, cinegrafistas e técnicos de som para transmissões ao vivo. A Igreja está disposta a negociar e falar sobre uma solução. Não queremos violar as restrições intencionalmente”, diz Wadie Abunassar, porta-voz da Assembleia de Bispos Católicos na Terra Santa.


Abunassar disse que a sugestão foi a de realizar rezas paralelas em diferentes ambientes do complexo da igreja, cada uma pelo clérigo de uma denominação religiosa. Assim, não haveria aglomerações desnecessárias. A Igreja do Santo Sepulcro, onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado e enterrado e depois ressuscitou, trancou no dia 30 de março seus pesados portões de madeira pela primeira vez em 671 anos.
A última vez que isso aconteceu foi em 1349 por causa da Peste Negra. As portas serão reabertas só para a entrada dos poucos participantes das missas da Semana Santa. O mesmo acontece com a Igreja da Natividade, em Belém (Cisjordânia), que está fechada a fiéis por ordem de autoridades de saúde palestinas. A Santa Sé publicou um decreto com instruções sobre a Páscoa no dia 20 de março. E a Congregação de Igrejas Orientais, no dia 25. No Patriarcado Latino de Jerusalém, jurisdição eclesiástica da Igreja Católica que inclui Israel, Palestina, Jordânia e Chipre, a ordem é diminuir ao máximo a quantidade de presentes nas missas, transmitindo-as ao vivo. Algumas paróquias realizam missas com só duas pessoas: o padre e um ajudante.


“É bom ter uma transmissão ao vivo, porque isso é muito útil, mas é ainda mais importante orar juntos na família. Peço aos padres da paróquia, líderes comunitários e vários escritórios diocesanos que preparem diretrizes de oração curtas e simples para esse fim”, disse o administrador apostólico do Patriarcado Latino, Pierbattista Pizzabala. A procissão do Domingo de Ramos na Cidade Velha de Jerusalém, que aconteceria no domingo (5), foi cancelada, e Pizzabala convidou os padres de todas as paróquias a “fazerem todo o possível” para disponibilizar os ramos de oliveira e as garrafas de água benta para os fiéis levarem para casa.

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