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Covid-19: Equador vive colapso funerário

quinta-feira, 02 de abril 2020

Hospitais e necrotérios de Guayaquil, a segunda cidade mais importante do Equador, estão abarrotados por conta da crise causada pelo novo coronavírus. Com isso, famílias têm de conviver durante dias com cadáveres de parentes mortos pelas mais diferentes causas, não só devido à Covid-19, até que chegue um veículo da prefeitura.
Nos casos ligados ao novo coronavírus, por medo de contágio, muitos têm tirado os corpos de casa e os levado para parques ou áreas públicas da cidade. “O sistema de saúde equatoriano tem muitos problemas, especialmente na região litorânea [onde está Guayaquil]”, diz o jornalista e analista político Martín Pallares, por telefone. “Ouvimos relatos de médicos que não querem trabalhar nessas áreas, porque não há equipamento para evitar a contaminação.”
A situação no país relativa à pandemia começou a se agravar em meados de março. Na semana passada, o presidente Lenín Moreno ordenou que as Forças Armadas realizassem uma coleta desses cadáveres o mais rápido possível. Segundo o jornal El Universo, foram recolhidos 350 corpos.
“Nós vamos dar um enterro digno a todos”, prometeu Moreno. Muitos ocorreram no último fim de semana, sem presença de parentes por precaução. O Equador, com 16,6 milhões de habitantes, tem uma população 13 vezes menor que a do Brasil. Em termos de território, a área do país é 30 vezes menor que a brasileira.
Por isso, espanta que esteja atrás apenas de Brasil e Chile nos números de casos confirmados (2.758) do novo coronavírus, segundo dados da Universidade Johns Hopkins na manhã desta quinta-feira (2). Se a diferença no número de casos para o Chile é pequena -273-, a da cifra de mortos é grande. Enquanto o país governado por Sebastián Piñera registra 16 mortes, o Equador conta 98 óbitos.
A chegada com força da pandemia só fez agravar uma crise política iniciada em outubro de 2019 devido aos ajustes que a gestão de Moreno pretendia fazer no preço dos combustíveis para se adequar a metas impostas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), a quem o país pediu empréstimo de US$ 4 bilhões (R$ 21,1 bilhões).

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