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Em debate, Rússia e Turquia costuram cessar-fogo na Líbia sem o Ocidente

segunda-feira, 13 de janeiro 2020

Sem a presença de potências ocidentais, Rússia e Turquia costuraram uma trégua para a guerra civil na Líbia, um dos maiores fornecedores de petróleo da Europa e que sempre esteve na esfera de influência econômica do continente. O acordo, que ainda precisa ser ratificado pelo líder rebelde Khalifa Haftar e nem de longe garante o fim das hostilidades, é uma grande vitória diplomática do presidente Vladimir Putin -e também, em menor grau, de seu colega turco, Recep Tayyip Erdogan.

Além da Europa, os Estados Unidos estão fora das conversas no momento em que a política de retirada da região, iniciada por Barack Obama e acentuada por Donald Trump, foi travada pela grave crise com o Irã. O rascunho acertado pelas delegações rivais em Moscou ontem prevê a confirmação do cessar-fogo iniciado no domingo, negociações de paz, o congelamento de envio de tropas turcas ao país e o papel de inspeção do processo para Moscou e organismos internacionais.

A turbulência na Líbia começou com a derrubada, após uma campanha aérea ocidental em apoio a rebeldes, do regime do ditador Muammar Gaddafi, executado em 2011. O marechal Haftar, que fora aliado de Gaddafi quando o ditador tomou o poder em 1969, voltou à Líbia após 21 anos morando como refugiado nos EUA – de onde tentou derrubar o antigo chefe algumas vezes. Conhecido como eficaz e cruel, ele acabou não tomando parte da tentativa inicial de reformar o governo líbio, que desandou numa renovada guerra civil em 2014.

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