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Mundo

EUA e França superam a China em número de mortes

terça-feira, 31 de março 2020

Nessa terça-feira (31), os EUA e a França superaram a China em número de mortes por Covid-19. Os americanos registraram 3.416 mortes até a tarde dessa terça, e a França tem 3.523 mortes -o país europeu agora é o terceiro com mais óbitos, atrás da Itália (mais de 12 mil) e da Espanha (mais de 8.000).
A China, onde o surto de coronavírus começou no fim de 2019, tem 3.309 mortes até agora. Segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, os EUA passaram dos 177 mil casos e são o país com maior número de pessoas que contraíram a infecção. Em seguida vêm Itália (105 mil), Espanha (94 mil), China (82 mil), Alemanha (68 mil) e França (52 mil).
Chama atenção, portanto, o grande número de mortos na França para a quantidade de pessoas infectadas. Por outro lado, apesar de um alto número de casos, a Alemanha tem baixa letalidade -apenas 682 mortos. O total de casos de Covid-19 no mundo tem aumentado rápida e diariamente e chegou a mais de 800 mil nesta terça, com 39,5 mil mortes.
Nos EUA, o estado de Nova York registra quase metade do total de mortos pelo novo vírus nos EUA, com 1.550 vítimas. A expectativa do governo americano é de que o pico de casos e mortes no país aconteça em duas semanas, em 15 de abril. O presidente Donald Trump anunciou no domingo (29) a extensão de medidas de distanciamento social até 30 de abril, depois de ter dado diversas declarações de que era preciso reabrir os EUA até a Páscoa.
Ele foi convencido por dados e assessores de que o pior ainda estava por vir e era preciso manter as pessoas em casa por mais tempo para tentar conter o avanço do novo vírus. O ritmo de crescimento dos casos confirmados começou a crescer de forma vertiginosa no meio de março. Estados como Nova Iorque, Nova Jersey e Califórnia são os mais afetados, mas outros focos críticos têm aparecido em Michigan e Flórida, por exemplo.

Medidas
Com as medidas de isolamento, que variam de estado para estado, mais de 225 milhões de pessoas, ou 3 em cada 4 americanos estão sob medidas restritivas no país atualmente. De acordo com especialistas, a demora no processo dos testes para detectar a Covid-19 deu a falsa impressão de que o perigo ainda não havia chegado aos EUA e deixou por muito tempo autoridades e população desarmadas, enquanto a transmissão se dava em marcha invisível e exponencial.
A confirmação do primeiro paciente com diagnóstico de coronavírus nos EUA foi em 21 de janeiro. Trump, que inicialmente minimizava a gravidade da pandemia, declarou estado de emergência nacional após 52 dias, em 13 de março. Menos de duas semanas depois, o país registrava 83.012 casos e 1.301 mortes, superando China e Itália e tornando-se o epicentro do vírus. Nessa segunda-feira (30), os EUA romperam a marca dos 150 mil casos mostrando que ainda não conseguiram frear a curva do vírus. Em um dia, 25 mil novos casos e um novo salto. Segundo levantamento da Kaiser Family Foundation, dos 50 estados americanos, 44 limitaram atividades de bares e restaurantes, 46 fecharam escolas, e 28 estão com a ordem de manter cidadãos em casa.

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