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Família venezuelana dorme há 15 dias no aeroporto de Garulhos

terça-feira, 31 de março 2020

O fechamento das fronteiras internacionais por causa da pandemia de coronavírus adiou um reencontro familiar esperado há dois anos e deixou uma mulher venezuelana presa com os dois filhos no aeroporto de Guarulhos, onde estão dormindo há duas semanas. A professora Josmar Esparragoza, 40, veio do estado de La Guaira, na Venezuela, com a filha de cinco anos e o filho de 14, para se juntar ao marido, Vladimir, que trabalha como motorista de aplicativo em Buenos Aires. Chegaram por terra a Boa Vista no dia 14, depois foram até Manaus e embarcaram no dia 16 em um voo para a Argentina, passando por São Paulo.


Chegando lá, porém, tiveram que retornar, junto com outros passageiros. O país vizinho decretou o fechamento das fronteiras a qualquer um que não fosse argentino ou tivesse residência no país, a partir do dia 16. “Já estávamos voando e não sabíamos desse decreto”, conta ela, que se emociona ao se lembrar do momento em que viu o marido do outro lado do vidro do aeroporto argentino. “Eu não parava de chorar. Foi desesperador estar ali e não poder abraçá-lo. Minha filha estava louca para ver o pai. O agente da migração foi muito bruto com a gente, não compreendeu o nosso sentimento. Somos uma família, estamos casados há 24 anos e nunca tínhamos nos separado antes.”


A crise econômica e política na Venezuela fez com que Vladmir, que era segurança particular, migrasse. O casal tem mais um filho, que já é adulto e não veio com a mãe. “Meu marido trabalhou muito para reunir o dinheiro das passagens para nos levar até lá”, diz ela.

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