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Líderes europeus acionam Irã por descumprir acordo nuclear

quarta-feira, 15 de janeiro 2020

A França, a Alemanha e o Reino Unido acionaram, nessa terça, um mecanismo do acordo nuclear com o Irã para questionar formalmente o descumprimento dos termos combinados com o país do Oriente Médio. Chamado de “mecanismo de disputa”, a medida na prática significa uma acusação formal de que o Irã violou os termos do acordo, pelo qual se comprometeu a reduzir sua capacidade de produção nuclear.


Com isso, serão realizadas reuniões entre as partes para tentar resolver a questão. Caso não haja consenso, o tema será levado para o Conselho de Segurança da ONU, que poderá reaplicar sanções contra o Irã, que haviam sido suspensas devido ao acordo internacional, firmado em 2015. Atualmente, o Irã é alvo de sanções dos EUA. Medidas similares decididas pela ONU aumentariam o isolamento internacional do país. O processo de resolução dessa disputa pode levar até dois meses, caso não haja acordo nas etapas iniciais e seja necessário cumprir todo o caminho previsto no acordo.


Os três países europeus disseram que agem de boa fé, que buscam uma maneira de evitar a proliferação nuclear e defendem que o acordo de 2015 volte a ser cumprido. Ressaltaram ainda que não estão se juntando à política de “máxima pressão” tocada pelos EUA. A União Europeia, que atua como garantidora do acordo, disse que o bloco não pretende retomar sanções contra o Irã.

Para dialogar
O Irã advertiu aos europeus que ativar o mecanismo do acordo pode trazer consequências, mas que está aberto a conversar. “Se os europeus buscam abusar [deste mecanismo], precisam estar preparados para aceitar as consequências, que já lhes foram notificadas”, disse um comunicado da chancelaria iraniana. “A República Islâmica do Irã, como no passado, está completamente a postos para apoiar qualquer ato de boa vontade e os esforços construtivos para salvar este importante acordo internacional”, prossegue a nota.


O ministro das Relações Exteriores da Rússia, país integrante do acordo, disse não ver espaço para usar o mecanismo de disputa, e afirmou considerar que isso pode tornar impossível a retomada do acordo, segundo a agência Tass.

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