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Mundo

Manifestantes tomam ruas de Madri em atos contra prisão de rapper

sexta-feira, 19 de fevereiro 2021

Pelo segundo dia consecutivo, milhares de espanhóis foram às ruas na noite desta quarta-feira (17) para protestar em favor da libertação do rapper Pablo Hasél, preso sob a acusação de glorificar o terrorismo e insultar a realeza em suas canções e publicações em redes sociais. Desta vez os atos chegaram a Madri e se repetiram em cidades como Barcelona, Girona, Tarragona, Granada, Vic e Lérida. Na capital espanhola, os protestos na praça central, a Puerta del Sol, começaram de forma pacífica, com os participantes entoando frases como “chega de violência policial” e “liberdade para Pablo Hasél”.


Em dado momento, entretanto, houve atritos entre os manifestantes e os policiais. Parte da multidão lançou garrafas de vidro e pedras contra os agentes, que reagiram com golpes de cassetete. Alguns grupos também incendiaram lixeiras e contêineres, formando barricadas para impedir o avanço da polícia nas ruas estreitas de Madri. Ao menos 19 pessoas foram presas, segundo autoridades madrilenas. Os serviços de emergência registraram 55 feridos, incluindo 35 policiais.


Em Barcelona, agentes da polícia regional da Catalunha dispararam balas de espuma (semelhantes às de borracha) em retaliação à multidão que lançava pedras e garrafas contra os veículos blindados das forças de segurança. Em toda a Catalunha, a polícia disse ter prendido 33 pessoas. Entre dezenas de feridos estão uma jovem de 19 anos que perdeu um dos olhos depois de ser atingida por um disparo e um repórter da agência de notícias Reuters.


Os protestos também ameaçam provocar uma crise política na Espanha. Ontem (18), o Partido Popular (PP) -que estava no poder quando foi promulgada a lei sob a qual Hasél foi condenado- exigiu a destituição de Pablo Iglesias, segundo vice-primeiro-ministro na coalizão que governa o país. A exigência se baseia em uma publicação feita por Pablo Echenique, porta-voz do Podemos, o partido de Iglesias. Em uma rede social, Echenique escreveu que dá “todo o seu apoio” aos jovens que têm participado das manifestações. O Podemos não condenou publicamente a violência nos protestos, e Echenique também compartilhou uma foto da jovem ferida nos olhos. Para o PP, a postura do Podemos configura encorajamento da violência e, portanto, Iglesias deveria perder seu posto na coalizão.

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