32 C°

sexta-feira, 23 de abril de 2021.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Mundo

Mianmar: 18 manifestantes são mortos em confronto sangrento

segunda-feira, 01 de março 2021

Mianmar viveu, neste domingo (28), o dia mais sangrento e violento em protesto. Pelo menos 18 manifestantes morreram e 30 ficaram feridos após ações das forças de segurança que dispersaram de maneira violenta vários atos, no dia mais violento dos protestos contra o golpe de Estado militar de 1º de fevereiro.

FOTO DIVULGAÇÃO

A contagem é do escritório de direitos humanos da ONU.
Mianmar vive um caos desde que o Exército tomou o poder e prendeu a líder governamental eleita Aung San Suu Kyi e grande parte de sua liderança partidária, alegando fraude em uma eleição de novembro que seu partido venceu. O golpe, que interrompeu as tentativas de democracia após quase 50 anos de regime militar, vem atraindo centenas de milhares de pessoas às ruas e a condenação dos países ocidentais.
Mas os protestos são reprimidos de forma cada vez mais sangrenta, com gás lacrimogêneo, jatos de água, balas de borracha e, em alguns casos, munição letal.


Neste domingo, três homens morreram em uma manifestação na cidade de Dawei, ao sul do país, onde 20 pessoas também foram feridas, de acordo com as equipes de emergência e a imprensa local.


As vítimas morreram depois que foram “atingidas por tiros de munição letal”, disse à AFP Pyae Zaw Hein, um socorrista voluntário. Os feridos receberam impactos de balas de borracha, explicou, antes de alertar para a possibilidade de “mais vítimas porque continuamos recebendo feridos”.


Outros dois jovens de 18 anos morreram na cidade de Bago, segundo as equipes de emergência. Os óbitos foram confirmados pela imprensa local, que fica ao norte de Yangon. Uma sexta pessoa faleceu em Yangon, informou no Facebook um ex-deputado do governo civil derrubado pelos militares, Nyi Nyi. A vítima era um jovem de 23 anos atingido por tiros.
Até este domingo haviam sido contabilizadas cinco mortes entre nas manifestações desde o golpe. O exército afirma que um policial morreu quando tentava dispersar um protesto.

Inaceitável
“A clara escalada do uso de força letal em várias cidades do país é escandalosa e inaceitável, e deve parar imediatamente”, condenou Phil Robertson, subdiretor da divisão Ásia na ONG Human Rights Watch.
Muitos países também condenaram a repressão. Estados Unidos e União Europeia denunciaram a violência das forças de segurança e afirmaram que a junta militar deve deixar o poder.


O Reino Unido disse que a escalada da violência contra os manifestantes é abominável e pediu aos líderes militares do país que restaurem a democracia. “Trabalhando com os EUA e Canadá, o Reino Unido agiu impondo sanções de direitos humanos contra nove oficiais militares de Mianmar, incluindo o comandante-chefe, por seu papel no golpe”, disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido neste domingo.


Em Yangon, as forças de segurança dispersaram rapidamente um protesto neste domingo. “A polícia começou a atirar assim que chegamos”, declarou à AFP Amy Kyaw, uma professora de 29 anos.

Sábado
No sábado (27), as forças de segurança também responderam com violência em várias manifestações, que eram pacíficas no geral. Ao menos três jornalistas foram detidos: um fotógrafo da agência americana Associated Press e um cinegrafista e fotógrafo de duas agências birmanesas, Myanmar Now e Myanmar Pressphoto.


Mais de 850 pessoas foram detidas, acusadas ou condenadas, por participação nas manifestações, segundo a ONG de ajuda aos presos políticos AAPP. Os números devem aumentar em breve, depois que a imprensa estatal informou 479 detenções no sábado.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com