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Mianmar: apoiadores dos militares atacam aliados pró-democracia

sexta-feira, 26 de fevereiro 2021

Apoiadores dos militares, alguns armados com facas e cassetetes, atacaram grupos de manifestantes que protestavam nesta quinta-feira (25) contra o golpe de Estado em Mianmar, aumentando subitamente a tensão dos atos que já duram três semanas. O país está em crise política, econômica e diplomática desde que as Forças Armadas tomaram o poder em 1º de fevereiro e depuseram toda a cúpula do governo civil, alegando fraude nas últimas eleições parlamentares.


Milhares de pessoas têm ido às ruas diariamente em todas as regiões do país, mas nesta quinta uma das manifestações em Rangoon, a maior cidade de Mianmar, foi dispersada antes mesmo de começar. Cerca de mil apoiadores dos militares investiram contra grupos de estudantes, multiplicando relatos de espancamentos e até de esfaqueamentos. Nas redes sociais, há fotos e vídeos de manifestantes sendo ameaçados e fugindo de homens armados com facas.


Portando faixas com dizeres como “apoiamos nossas forças de defesa”, os grupos favoráveis ao Exército tiveram acesso a áreas que estavam isoladas há dias para impedir o acesso de manifestantes pró-democracia e foram alvos de acusações de que estariam sendo pagos pelas Forças Armadas para agirem a seu favor.

“Eles [os partidários do Exército] têm o direito de protestar, mas não deveriam ter usado armas”, declarou um manifestante ferido nas costelas por um dos apoiadores dos militares à agência de notícias AFP. “São uns brutos.” Na Universidade de Rangoon, a polícia bloqueou os portões do campus para impedir centenas de alunos de saírem para um protesto. “Os eventos de hoje mostram quem são os terroristas. Eles temem a ação do povo pela democracia” disse o ativista Thin Zar Shun Lei Yi à agência de notícias Reuters. “Continuaremos nossos protestos pacíficos contra a ditadura.” Min Aund Hlaing, chefe das Forças Armadas que agora comanda o país, disse que as forças de segurança “estão exercendo o máximo de contenção por meio do uso mínimo da força”.

Números
O número de mortos, no entanto, subiu para cinco, incluindo uma jovem de 20 anos atingida por um tiro na cabeça e que faleceu após dez dias de internação e um adolescente também ferido à bala na cabeça durante um protesto em Mandalay. Já o número de detidos chegou a 728, de acordo com a Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos de Mianmar.

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