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Mianmar tem greve geral e grandes protestos contra golpe

terça-feira, 23 de fevereiro 2021

Uma greve geral contra o golpe militar em Mianmar fechou empresas nesta segunda (22) e grandes multidões protestaram em várias partes do país. Os atos foram realizados mesmo após a junta militar advertir que os ativistas correm risco de morte ao irem a manifestações. Nesta segunda, centenas de milhares de pessoas se reuniram em várias cidades. Os protestos desta segunda foram os maiores já feitos desde o golpe, em 1º de fevereiro, segundo o Washington Post.

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A data foi escolhida para grandes atos por ter cinco números dois: “22/2/2021”. Ativistas viram relação disso com “8/8/1988”, dia de grandes protestos contra outro regime militar que dominou o país, cerca de 33 anos atrás. As autoridades militares voltaram a cortar o acesso à internet na madrugada de segunda-feira, pela oitava noite consecutiva, segundo o NetBlocks, entidade com sede no Reino Unido.


Na capital, Naypiytaw, canhões de água disparados pela polícia interromperam uma marcha de manifestantes. Os jatos jogaram muitos deles ao chão. Em Rangoon, maior cidade do país. milhares de pessoas se reuniram. Em um dos atos, manifestantes sentaram no chão e exibiram bandeiras de apoio à chefe de governo deposta, Aung San Suu Kyi, que está detida desde 1º de fevereiro em um local não divulgado.


Muitos mercados e outros estabelecimentos comerciais permaneceram fechados em solidariedade ao movimento pró-democracia. Também foram registradas manifestações nas cidades de Myitkyina (norte) e Dawei (sul). “Estamos aqui para participar na manifestação, para lutar até a vitória”, declarou o estudante Kyaw Kyaw, 23, em Rangoon. “Nada vai acontecer se meu salário for cortado, mas se ficarmos sob uma ditadura militar, vamos ser escravos”, disse, à Reuters.


“O Exército tomou o poder injustamente do governo civil eleito”, afirmou um manifestante de 29 anos, que pediu anonimato. “Lutaremos até obter nossa liberdade, democracia e justiça”. No domingo (21) à noite, as autoridades advertiram que “os manifestantes estão incitando as pessoas, sobretudo os adolescentes e jovens exaltados, a seguir o caminho do confronto no qual morrerão”, segundo um comunicado em birmanês lido no canal de televisão estatal MRTV, com legendas em inglês.


No domingo, ativistas prestaram homenagem à primeira vítima fatal da repressão, uma jovem que se tornou ícone da resistência. O funeral de Mya Thwate Thwate Khaing, atingida por um tiro na cabeça e que faleceu após 10 dias de internação, reuniu milhares de pessoas na periferia de Naypyidaw.

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