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Polícia do Irã é acusada de usar munição letal em atos

segunda-feira, 13 de janeiro 2020

A polícia do Irã é acusada por manifestantes de usar munição letal contra as pessoas que estão indo para as ruas protestar contra o governo. Alguns vídeos, gravados neste fim de semana, mostram pessoas feridas sendo carregadas e poças de sangue no chão. Tiros podem ser ouvidos, embora a polícia negue ter aberto fogo contra os ativistas.


Há também imagens que registram agentes correndo, segurando rifles, e outros guardas batendo em manifestantes com porretes. O país registrou, nessa segunda (13), o terceiro dia de protestos, que criticam a ação do governo que derrubou um avião ucraniano de forma acidental na semana passada. Todas as 176 pessoas a bordo morreram. Vídeos mostram estudantes gritando frases como “clérigos, desapareçam” do lado de fora de universidades em Teerã e em Isfahan nesta segunda. A polícia do Irã nega ter atirado contra os manifestantes e diz que seguiu ordens superiores para agir com comedimento.

Culpa
Os protestos de rua ocorrem após uma série de eventos que elevaram a tensão no Oriente Médio. Em dezembro, mísseis foram disparados contra bases dos EUA no Iraque. Washington culpou milícias ligadas ao Irã pelos disparos. Em 3 de janeiro, os Estados Unidos mataram, no Iraque, o general Qassim Suleimani, maior autoridade militar do país. A morte gerou comoção no Irã, e centenas de milhares de pessoas foram às ruas prestar homenagens ao general. Em represália, na madrugada do dia 8, o Irã atacou duas bases militares dos Estados Unidos no Iraque. Não houve mortes.


Horas depois desses ataques, o Irã derrubou um avião da Ukranian Airlines por acidente. Inicialmente, o governo disse que a aeronave havia tido um problema técnico. Após denúncias feitas por líderes internacionais, o Irã assumiu ter abatido o voo no sábado (11). No sábado, o jornal americano The New York Times e o britânico The Guardian relataram protestos em que manifestantes gritavam “Khamenei é assassino” e “Khamenei acabou”, em referência ao líder supremo do país, assim como pessoas rasgando fotos do general Suleimani.


No Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse aos líderes do Irã no domingo que “não matem seus manifestantes” e que não impeçam a divulgação de informações. “Religuem a internet e deixem os repórteres andarem livremente.” Em novembro, uma onda de protestos contra o aumento do preço dos combustíveis teve atos em várias cidades do Irã. Naquela ocasião, jovens e trabalhadores também pediram a renúncia do aiatolá. As manifestações foram duramente reprimidas pelo governo, com ao menos 200 pessoas foram mortas e 7 mil, presas. Houve também cortes no acesso à internet.

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