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Mundo

Presidente argentino é o primeiro líder latino a receber vacina

sexta-feira, 22 de janeiro 2021

Alberto Fernández, presidente da Argentina, tomou ontem, a primeira dose da vacina russa Sputnik V, no hospital Posadas, em Buenos Aires. Ele foi o primeiro mandatário a começar a imunização contra o coronavírus na América Latina. As primeiras 200 mil doses da vacina importadas pela Argentina já foram aplicadas em funcionários do sistema de saúde público. A fase inicial da vacinação, que começou em 29 de dezembro, atendeu também a alguns políticos com menos de 60 anos –segundo o governo, para dar exemplo sobre a importância da vacinação.
A lista inclui, por exemplo, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, que tem 49 anos e tomou as duas doses do medicamento. O recorte de idade foi feito porque a Anmat (a agência argentina equivalente à Anvisa) ainda não tinha recomendado o imunizante russo para a população com mais de 60 anos. Havia dúvidas sobre possíveis efeitos colaterais nessa faixa etária.
O presidente, que tem 61, ficou de fora da primeira leva. Nesta semana, por fim, a Anmat autorizou a aplicação emergencial da Sputnik V também nos mais velhos.
Segundo a agência, a vacina russa mostrou eficácia de 92% entre a população com mais de 60 anos e de 98% entre os mais jovens, nas quatro semanas de aplicação no país.

Compras
O governo argentino comprou 20 milhões de doses da Sputnik V junto ao Instituto Gamaleya. A próxima leva, que deve ser retirada em Moscou nos próximos dias, soma mais cinco milhões de doses.
A Argentina tem acordos ainda a Universidade de Oxford (em parceria com a AstraZeneca) e com o consórcio Covax Facility. Essas vacinas, no entanto, ainda não têm data para chegar.
Depois de tomar a vacina, usando máscara, o presidente argentino publicou no Twitter um agradecimento ao Instituto Gamaleya, “àqueles que trabalharam para que a vacina chegue a nós e a todo o pessoal de saúde por seu enorme compromisso”. “Vamos nos vacinar”, escreveu.
Mais de 46 mil pessoas morreram na Argentina em decorrência da Covid-19, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. E pelo menos 1,8 milhões de casos foram confirmados.

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