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Presidente do Parlamento de Israel renuncia após embate com a Suprema Corte

quarta-feira, 25 de março 2020

O presidente do Parlamento de Israel, Yuli Edelstein, aliado do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, renunciou nesta quarta-feira (25), abrindo o caminho para uma votação que pode resultar na eleição de um rival do chefe de governo.

Edelstein renunciou após se recusar a acatar uma ordem da Suprema Corte que exigia que ele convocasse uma nova votação para apontar um substituto ao seu cargo. Como o Likud ficou em segundo lugar nas eleições de 2 de março, tudo indica que Edelstein perderá o comando da Casa.

O líder do partido Azul e Branco, Benny Gantz, conquistou o direito de formar um governo, graças ao apoio de 62 deputados, em comparação com os 58 que apoiam o primeiro-ministro Netanyahu. Mas, com um cenário político dividido, não é certo que ele consiga formar uma coalizão estável.

Ao renunciar, Edelstein acusou a Suprema Corte do país de tomar medidas “grosseiras e arrogantes” contra os assuntos legislativos ao ordenar a ele que marcasse uma votação para definir seu substituto no comando da Casa.

Edelstein defendia que a votação deveria ser adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. Para a Justiça, esse gesto seria um desrespeito às regras democráticas.

A saída de Edelstein facilita o caminho para que a oposição possa aprovar uma lei que impeça Netanyahu de participar de um novo governo. O premiê enfrenta processos por três casos de corrupção.

Netanyahu segue no cargo enquanto o impasse permanece. Ele foi acusado de agir de forma autoritária ao determinar uma série de medidas de emergência por causa do coronavírus que o beneficiam. Uma delas levou ao adiamento de dois meses do julgamento do próprio premiê.

Fonte: Folhapress

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