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Projeto de anexação da Cisjordânia eleva tensões

quarta-feira, 01 de julho 2020

Enquanto o mundo se preocupa com os efeitos da pandemia de coronavírus e Israel enfrenta a perspectiva de uma segunda onda da Covid-19, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu parece mais preocupado com outro assunto: o plano de anexação de partes da Cisjordânia. A proposta -já rejeitada por Autoridade Nacional Palestina (ANP), organizações internacionais e países europeus- pode entrar na pauta do governo a partir de quarta-feira (1°/7) e, depois, ser levada a votação no Knesset, o Parlamento de Israel.
Mas antes mesmo de qualquer decisão, o projeto já provocou uma série de problemas geopolíticos e ameaça o novo governo de união nacional, formado a duras penas após um ano e três eleições no país. Para os palestinos, os planos de anexação seriam apenas uma medida burocrática para chancelar uma situação já existente, como argumenta o Departamento de Negociações da Autoridade Palestina, uma vez que, atualmente, mais de 400 mil colonos vivem na região, sob domínio de Israel desde 1967.
Para Netanyahu, a anexação seria importante para traçar as fronteiras finais do país –ainda incertas após 72 anos da criação do Estado de Israel. O premiê quer deixar um legado político para os livros de história, agradando a direita nacional, que vê a Judeia e a Samária (nome judaico da Cisjordânia) como cenário dos acontecimentos da Torá, o livro sagrado judaico, e que a maioria dos colonos gostaria de manter como parte da Terra de Israel.
O maior temor é que a anexação leve a uma nova Intifada, levante palestino com horizonte de graves consequências geopolíticas e de segurança. Na sexta-feira (26), dois foguetes foram disparados da Faixa de Gaza em direção a Israel. O ataque ocorreu um dia depois de o grupo palestino Hamas afirmar que a anexação seria uma “declaração de guerra”.

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