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Sírio doa 300 marmitas a idosos brasileiros que estão em quarentena

terça-feira, 31 de março 2020

“Boa tarde! Essa é para você: uma marmita do Talal.” Quem fala é o sírio Talal Al-Tinawi, 47, dirigindo-se a uma senhora. Refugiado de guerra, ele está no Brasil desde 2013 com a mulher e os três filhos. Engenheiro de formação, recomeçou a vida em São Paulo trabalhando com comida árabe.
Nesta pandemia de coronavírus, o casal decidiu doar 300 marmitas para idosos. “Os brasileiros me receberam muito bem, e eu pensei em fazer alguma coisa para agradecer”, diz. “A comida e a entrega, tudo de graça. Para ajudar os idosos a ficarem em casa.” No último dia 23, Talal postou em suas redes sociais um aviso de que faria as doações. “Esse tipo de quarentena a gente já teve na Síria por causa da guerra e é muito difícil.

A gente sabe como os mais velhos estão se sentindo no momento, que é de não poder sair”, dizia a mensagem, que também explicava que as marmitas têm 400 gramas e descrevia os sabores –cafta, frango, quibe assado ou falafel, sempre acompanhados de arroz típico e charuto de folha de uva.
Algumas das mensagens que ele recebeu de volta foram publicadas. “Minha mãe está sozinha há vários dias, eu tenho 60 anos e não posso levar as coisas para ela. Se puder levar, agradeço”, dizia uma delas. “Estou com meu sogro de 92 anos, ontem faleceu a mulher dele e gostaria de fornecer sua alimentação”, escreveu outra pessoa.


Talal postou fotos e vídeos das entregas, que foram feitas no carro da família, em um raio de até 10 km do Campo Belo, onde moram. Ele afirma que toma todos os cuidados de higiene e segurança ao cozinhar. “Usamos luvas, máscara e sempre ando com álcool em gel no carro.” A família já teve um restaurante, que fechou, e trabalha com entregas e eventos. Todos foram cancelados por causa da pandemia, e eles têm recebido pouquíssimos pedidos.


Além das 300 refeições doadas por ele, uma pessoa pagou por seis extras, que ele também entregou a idosos. “Agradeço a todos que aceitaram minha marmita e peço desculpas por não poder continuar porque a minha situação financeira não permite”, diz seu post. As marmitas custam R$ 20 e podem ser pedidas por encomenda.

Israel
É hora de as forças de segurança tomarem as rédeas do combate ao novo coronavírus. Há cada vez mais vozes em Israel que pregam isso em meio à pandemia da Covid-19, que contabiliza mais de 4.800 infectados e 17 mortos no país. Os que defendem a ideia afirmam que militares e agentes de segurança são, em geral, mais preparados e eficientes do que autoridades civis do Ministério da Saúde para lidar com situações de crise em um país acostumado a enfrentar guerras, conflitos e terrorismo.

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