32 C°

terça-feira, 19 de janeiro de 2021.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

aniversario
aniversario

Mundo

Turquia condena 337 pessoas à prisão perpétua

sexta-feira, 27 de novembro 2020

Centenas de pessoas que participaram da tentativa fracassada de golpe de Estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan em 2016 foram condenadas pela Justiça da Turquia nesta quinta-feira (26) à prisão perpétua. No total, 337 réus receberam a punição, uma lista que inclui civis e militares. Outras 60 pessoas foram condenadas a penas menores, e 75, absolvidas.
O grupo foi considerado culpado de “tentativa de derrubar a ordem constitucional, tentativa de assassinato do presidente e homicídios dolosos”, segundo o veredito, ao qual a agência AFP teve acesso. Mais de 250 pessoas foram mortas durante a tentativa de golpe realizada no dia 15 de julho de 2016, quando militares rebeldes usaram tanques, helicópteros e aviões para tentar derrubar o governo Erdogan.
O julgamento gigantesco, que começou em agosto de 2017, aconteceu na maior sala de audiências do país, construída especialmente no complexo penitenciário de Sincan, na província de Ancara. Apesar da pandemia de Covid-19, muitos parentes das vítimas seguiram até o local para assistir à última audiência.
“Justiça foi feita. O Estado não deixou o sangue dos mártires e dos feridos em vão”, afirmou Ufuk Yegin, presidente de uma associação de parentes das vítimas. “Acreditamos que as sentenças foram decididas de acordo com as leis existentes”, completou. Na noite do golpe, caças F16 bombardearam o Parlamento turco em três ocasiões, assim como estradas ao redor do palácio presidencial, o quartel-general das forças especiais e o da polícia de Ancara (capital do país). A ação foi comandada a partir da base aérea de Akinci, que fica nos arredores da cidade.
O então comandante do Estado-Maior – e atual ministro da Defesa -, Hulusi Akar, e outros oito militares de alta patente foram detidos pelos rebeldes na base. Eles só foram libertados na manhã do dia seguinte, após o fracasso do golpe, muitos dos comandantes militares envolvidos já foram condenados à prisão perpétua em julgamentos anteriores. “A rede traiçoeira que fez chover bombas sobre o Parlamento, a Presidência e nosso povo foi condenada novamente perante a justiça e a nossa nação”, disse Omer Celik, porta-voz do AKP.

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com