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Ato do MTST contra despejos na pandemia termina com gás lacrimogêneo e bombas

sexta-feira, 31 de julho 2020

Uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) nesta quinta (30) na capital paulista terminou com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo lançados pela polícia .

Foto: MTST

A marcha se concentrou por volta das 14h30 na estação São Paulo-Morumbi, da linha 4-amarela do Metrô, e seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado.

Próximo ao estádio do Morumbi, o ato foi impedido de continuar. Uma comissão foi enviada ao palácio para negociar por volta das 19h. Participaram da reunião o secretário de habitação do estado Flavio Amary, o secretário-executivo Fernando Marangoni e o presidente da CDHU Reinaldo Iapequino.

Uma reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (5) para nova discussão sobre as reivindicações, segundo o movimento.
O movimento pressiona para que não sejam feitos novos despejos durante a pandemia do novo coronavírus.

Entidades, entre universidades e movimento social, denunciaram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) a manutenção das ações de despejo durante a pandemia.

Em julho, após representação feita pelo MTST, o Ministério Público recomendou à Prefeitura de São Paulo que suspenda as remoções, que continuam acontecendo em todo o estado, segundo o movimento, durante o período de calamidade pública.

Os manifestantes também cobram do governo do estado recursos que haviam sido acordados para projetos do movimento e que ainda não foram aplicados.

“Temos um orçamento previsto de R$ 55 milhões que não foi liberado ainda, e temos urgência na construção dessas moradias”, diz Jussara Basso, coordenadora do MTST em São Paulo

A marcha começou a avançar depois das 20h na avenida Giovanni Gronchi, mas foi contida por uma barreira da Polícia Militar, que lançou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Manifestantes que precisaram de atendimento foram socorridos no local.

O MTST estima que 5.000 pessoas participaram do ato, que chegou a fechar a avenida João Jorge Saad. A recomendação do movimento era de distanciamento entre as pessoas e uso de máscaras.

Em nota, o governo do estado “ressalta que já solicitou à Justiça que, durante a pandemia, suspenda todas as ações que busquem remover famílias de imóveis públicos ocupados”. Além disso, afirma que “serão viabilizadas 60 mil moradias até o final de 2002”.

A Secretaria de Segurança Pública, por meio de nota, afirmou que “os policiais acompanharam o deslocamento do grupo do metrô até a praça Roberto Gomes Pedrosa, onde os manifestantes tentaram furar o bloqueio feito pela PM. Houve um princípio de tumulto, sendo necessário o uso de técnicas de controle de multidões para contê-lo”.

Fonte: Folhapress

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