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Opinião

A abolição da escravatura no Ceará

quarta-feira, 07 de março 2018

No próximo de dia 25 de março, o Ceará estará festejando a abolição da Escravatura em nossa unidade federada, o que torna o município de redenção como aquele que, em todo o território nacional, foi o primeiro a libertar os negros, ganhando, por isso, o cognome de Rosal da LIBERDADE, na clássica denominação atribuída ao professor Perboire e Silva, de saudosa memoria, de quem fui, aliás, aluno na tradicional Faculdade de Direito do Ceará e consócio na antiga Associação Cearense de Imprensa, da qual ele foi Presidente durante duas décadas e grande responsável pela construção do prédio majestoso no centro de nossa Metrópole.

Apenas para registro histórico, realço que a segunda comuna a processar idêntico gesto libertário foi a cidade de BENEVIDES, no Pará, de cuja Câmara Municipal, em 2008, recebi o título de Cidadão Honorário, numa justificada ilação de parentesco com o ex-chefe da Província do Pará, Francisco Correia de Sá e Benevides, também cearense, que migrou para a Amazônia, chegando ao Pará e, ali, empreendendo fecundo trabalho que o notabilizou a ponto de ter o seu nome honrado sido adotado para aquela comuna, distante 25 quilômetros de Belém.

Habilmente, por sempre haver sido galardoado com expressiva votação naquela cidade do nosso território, hoje confiado o seu comando ao meu neto, DAVI BENEVIDES, nunca deixo de registrar, na tribuna parlamentar, quer de deputado estadual, senador ou deputado federal, o magno evento, como forma de pôr em evidência um fato histórico, que não pode ser olvidado pelas atuais gerações.

Quando, no governo Lula da Silva, foi idealizada a criação, ali, da Universidade de Língua Portuguesa, fui relator na Comissão de Justiça, aprovando a iniciativa do então presidente e de seu ministro Fernando Haddad, tendo, ainda, assistido à solenidade de sanção da lei respectiva, acompanhado que fui pela então prefeita Cimar Torres e o deputado estadual Mauro Filho, já secretário da Fazenda Estadual.

A sua Câmara Municipal, seis anos atrás, concedeu-me o título honorífico de Cidadão de Redenção, em razão, certamente também, de modestos serviços que prestei àquela comuna, na passada gestão e naquela que ora se auspicia, igualmente dinâmica, para impulsionar o crescimento sócio-econômico daquela própria cidade e da própria região do Maciço de Baturité.

Quando o atual prefeito, este ano, foi considerado um dos melhores de nossa unidade federada, regozijei-me por esse a galardão, que deve ter valido de estímulo para que o jovem dirigente, ali, empreenda fecunda gestão, continuando sempre a merecer o justo reconhecimento de sua esclarecida e lúcida população.

hoje

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