32 C°

sexta-feira, 3 de abril de 2020.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

Opinião

A crise do neoliberalismo

terça-feira, 24 de março 2020

Quando Ronald Reagan e Margaret Thatcher idealizaram o neoliberalismo, não imaginavam que gerariam tantas desigualdades sociais e que, décadas depois, seria fator primordial para a catástrofe que vivenciamos.
Evidentemente, que o discurso embusteiro do neoliberalismo não condiz com as ações, tanto dos EUA como do Reino Unido, dentre outros; países ricos e que mantêm o Estado forte para suas realizações.
O desmonte dos Estados Nacionais, apregoado pelos “gênios”, escravos do dito mercado, estão, agora, em pânico. Afinal, não será o mercado que salvará a Humanidade da Covid-19.
Diante do cenário que se apresenta, enfrentamos duas dramáticas crises: uma de saúde pública e outra de ordem econômica.
Neste momento agudo, não temos os instrumentos vitais para a crise, a começar pelo desmonte irresponsável das universidades e centros de pesquisas, órgãos essenciais à formação de profissionais de saúde, para o desenvolvimento de tecnologia de equipamentos, e para o desenvolvimento de vacina ou remédio contra a Covid-19.
Somente as pesquisas científicas, desprezadas pelo atual Governo, são capazes de livrar a Humanidade desta catástrofe. Como diz o ditado popular do mercado, não existe almoço grátis. Verdade soberana.
Sucateadas, sabotadas e negligenciadas como nossas universidades e centros de pesquisas podem ajudar?
Cadê o investimento na inteligência-pátria? Os cultuadores da ignorância nacional sugerem o quê?
Não há desenvolvimento e nem afirmação soberana sem Ciência e Tecnologia; fato inconteste, esse.
Agora, os subservientes escravos do neoliberalismo ficam à mercê de os países desenvolvidos, que ditam as regras do estado mínimo aos outros, mas conservam seus investimentos e seu poderio estatal. Afinal, faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
Outro fator imperativo a observar é que o sistema privado de saúde visa lucros e, diante de uma pandemia dessas, somente o Estado é capaz de combater, com alguma eficiência, tamanha crise. Entretanto, ressalva-se que, agora, não resolverá seu CPF, pois a calamidade atinge, inexoravelmente, todos os hospitais. Simplesmente, não terão vagas.
Imagine o povo Brasileiro sem o SUS agora. Mas, também, não podemos nos esquecer dos cortes orçamentários, do baixíssimo investimento e do desmonte do mesmo, tudo em nome do mercado e do neoliberalismo o qual nos escravizamos.
Na questão econômica, então, nada, absolutamente nada, podem fazer os estados mínimos. O dito mercado funciona assim com a Covid-19: usa o Estado como hospedeiro de suas ambições, contaminando e enfermando brutalmente a sociedade. E não duvide. Os donos do dinheiro grosso são parasitas e vivem da especulação.
Quem poderá refinanciar as empresas, o comércio e a indústria, senão o Estado?
A História das crises econômicas e cíclica: seja da Depressão de 1929, seja nas crises econômicas posteriores, somente o Estado acudiu as nações, em qualquer país do mundo.
Será que a Escola de Chicago, seguida pelo nosso ministro da Fazenda tem alguma sugestão melhor? Ou os seguidores de Ronald Reagan e Margaret Thatcher têm outra solução?
O que o neoliberalismo fará diante da crise?
O que os estados mínimos ou micros podem auxiliar?

HENRIQUE MATTHIESEN
BACHAREL EM DIREITO E JORNALISTA

hoje

Mais lidas

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com