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Opinião

A promessa de matar 30 mil em curso

terça-feira, 19 de maio 2020

Antes que chegue a habitar entre nós o representante das trevas, com sabedoria e atitudes que agradem ardilosamente à grande maioria da população, passarão sobre a terras seus representantes menores, com algum poder de persuasão, dominando parte da população, que o enxerga como enviado de Deus.
Hoje, temos dois desses no mundo, em dois países aliados, um capacho do outro, onde Trump, por controle remoto, comanda as ações aqui no Brasil.
Tomando atitudes populistas, com a visível intenção de se mostrar um defensor das classes mais humildes, Bolsonaro se posiciona contra tudo que diz a Ciência e todas as orientações médicas que estão pelo mundo, colocando a economia acima da luta contra a pandemia que ora assola a humanidade.
Com encenações por vezes ridículas, tenta se mostrar intocável pelo vírus, abusando da ingenuidade de alguns, enganando-os com a falsa dicotomia entre cuidar da economia ou combater a epidemia da covid-19.
Para ele, os exemplos que ocorreram pelo mundo, parecem não fazer sentido, como o caso de Milão, onde o prefeito resolveu manter a cidade funcionando como se nada estivesse acontecendo e o que aconteceu é que, de maneira acelerada, surgiram 100 mil contaminados e o número de mortes superou 10,7 mil em toda a Itália, sendo a grande maioria na região da Lombardia, onde está a cidade italiana. Foi esse o resultado colhido pelos italianos nesse falso embate, onde se viu um desfile triste de caminhões levando os corpos de milhares de italianos, que acreditaram no papo-furado do seu prefeito, que se viu obrigado a pedir desculpas publicamente pelo erro cometido.
O mesmo teve início nos Estados Unidos, quando Trump, guru de Bolsonaro, buscou seguir pelo mesmo caminho, insistindo que o vírus não alcançaria os americanos, não sendo necessário a adoção de medidas que freassem a forte economia americana, resultou que, em poucos dias, a pandemia avançou entre os americanos, infectando rapidamente 143 mil pessoas com mais de 2,5 mil mortos. Só após essa constatação, o presidente norte-americano recuou de sua posição arrogante inicial e passou a tomar atitudes mais duras, no sentido de diminuir o avanço da peste, que se alastrava de forma violenta, implantando o isolamento social.
Só após vidas serem ceifadas estupidamente, o presidente norte-americano mudou seu discurso. Enquanto isso, aqui, no Brasil, o representante das trevas segue em sua estúpida obsessão em desrespeitar as medidas restritivas, pondo em risco a saúde da população brasileira, apoiado por uma minoria igualmente insana, que ainda lambe suas botas sujas de sangue aos gritos de “mito”, “enviado de Deus” e outros rótulos no mesmo nível de ignorância.
Aqui, temos a impressão de que a grande maioria da população entendeu a mensagem vinda de italianos, americanos e de outros povos que, em princípio, vacilaram e se deram mal, e de alguma forma vêm cumprindo as orientações corretas.
Cabe ao Governo encontrar uma forma de ajudar as empresas que estão em dificuldades e os trabalhadores informais, pois alguns setores da economia não estão sofrendo tanto.
O “Coiso” tem a ajuda de seus filhos sem cérebro e sempre encontram uma forma de subestimar a inteligência do povo, mas sua máscara está caindo, seus ministros estão assustados, se sentindo incapazes de enfrentar esta crise cruel e suas mentiras e falácias só colaboram com a aceleração das mortes. Não vemos partir deste governo uma ação, um projeto sequer de combate à pandemia, estando ocupado apenas em propagar mentiras e acusações aos opositores, deixando à deriva o barco chamado Brasil.
Que não morram os 30 mil que ele diz que deveriam ter sido mortos entre 1964 e 1985.

EDMAR XIMENES
GEÓLOGO

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