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Opinião

Adoção

segunda-feira, 26 de dezembro 2011

Um levantamento realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, aponta que, atualmente, no Brasil, existem cerca de 40 mil crianças e adolescentes vivendo em instituições de acolhimento, das quais apenas aproximadamente cinco mil são registrados para adoção. A adoção, esta prática tão nobre, é muito mais antiga do que se imagina.

Os escritos bíblicos já trazem casos envolvendo a adoção de crianças, como é relatado através da história de Moisés que, descartado pela mãe, logo após nascer, foi encontrado, pela filha do faraó, em uma cesta boiando no rio. Aquele indefeso bebê foi adotado pelo faraó, que o criou como filho. Alguns anos depois, Moisés tornar-se-ia o herói do povo hebreu.

De lá para cá, é inegável reconhecer o avanço nas políticas públicas relacionadas aos direitos das crianças e dos adolescentes. Todavia, ainda restam muitas barreiras a serem vencidas, entre as quais, o perfil exigido pelos interessados em adotar.

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça, quase 40% dos pretendentes à adoção declararam preferir crianças ou adolescentes brancos. Não obstante, quase metade das crianças disponíveis para adoção é parda, sendo que as brancas somam pouco mais de 30% do total. Outro empecilho refere-se à faixa etária, uma vez que 60% dos pretendentes querem adotar crianças de até três anos de idade.

Contudo, os maiores obstáculos envolvendo a adoção no Brasil é a lentidão da Justiça e a falta de estrutura célere nas varas de infância. As famílias acabam perdendo a guerra contra a burocracia e as crianças, acabam perdendo um lar.

Para mudar esta situação, muitos setores da sociedade civil pressionam os poderes Legislativo e Judiciário para melhorar o sistema de adoção no País. O Jornal O Estado vem fazendo a sua parte por meio da campanha “Adote uma postura”, com a qual pretende chamar a atenção e esclarecer os fatos que cercam a adoção. Em nome da infância de milhares de crianças, é preciso convocar todos os homens de bem para esta causa.
 

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