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Opinião

Aprender com a experiência

quarta-feira, 25 de março 2020

Enquanto a sociedade discute a melhor forma de se lidar, daqui para frente, com a questão da pandemia do novo coronavírus, as medidas de isolamento social – como fechar escolas e lojas e reduzir a circulação de pessoas – apressaram o controle da doença em Wuhan, mostra estudo do Centro de Modelos Matemáticos de Doenças Infecciosas feito com base na evolução do mal na cidade chinesa. As restrições podem reduzir em até 92% a gravidade que a epidemia teria em meados deste ano se nada houvesse sido feito, e em 24% a gravidade esperada para o final do ano, calculam os cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine.
Prova disso é que o epicentro da pandemia, Wuhan, começa, hoje, a voltar à atividade normal, cerca de quatro meses depois do surgimento dos primeiros casos da doença. Desde que foi dado o alarme, governos local e nacional tomaram várias medidas de contenção. O exame de todos os passageiros que entravam foi seguido pela proibição total de viagens, em 23 de janeiro. A restrição foi estendida a toda a província de Hubei três dias depois, numa quarentena que incluiu o fechamento total de escolas e a extensão do feriado do Ano Novo chinês, para que os trabalhadores não voltassem ao trabalho. O governo proibiu eventos públicos e reuniões e determinou que as pessoas ficassem em casa. A questão é: se deu certo com a cidade mais afetada do mundo, é certo que tais medidas poderiam ter êxitos nos demais municípios Terra afora. É preciso aprendermos com a experiência de quem está vencendo a epidemia.

EDITORIAL

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