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Opinião

Celulares – radiação e perigos à saúde

terça-feira, 16 de julho 2019

Em sua operação básica, os telefones celulares têm que emitir uma pequena quantidade de radiação eletromagnética. Os celulares emitem sinais via ondas de rádio que são compostos de energia de radiofrequência, que é uma forma de radiação eletromagnética. Hoje, há vários estudos importantes sendo realizados para descobrir com certeza se telefones celulares emitem ou não radiação que é capaz de causar efeitos nocivos à saúde. Estas pesquisas por enquanto não são conclusivas. Porém, estudos em algumas nações como Áustria, Alemanha e Suécia, recomendam aos seus cidadãos que minimizem os riscos da radiação.
A radiação eletromagnética vindo de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro de acordo com anúncio feito recentemente na França, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o câncer (IARC). Porém, o resultado dos estudos deste grupo, que é ligado a Organização Mundial de Saúde (OMS), é “que pode haver algum risco e, portanto, precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer”. A GSMA, Associação de Operadores de Celular, comentou em nota sobre o trabalho deste grupo dizendo “que o relatório da IARC diz que o perigo de telefones celulares é possível, mas não é provável”. Também a própria agência ressaltou que: “até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho”. Os cientistas sabem há décadas que altas doses de frequências de rádio podem penetrar no corpo, aquecer tecidos, danificar áreas sensíveis do corpo como olhos e testículos e causar problemas de comportamento. Por isso, seguem algumas sugestões no uso do celular: a) Segura, o celular a maior distância possível do seu corpo; b) Use fones para segurar o celular a distância de sua cabeça; c) Nunca apertar o celular contra a sua cabeça; d) Limite a duração dos chamados no celular; e) Não use o celular quando você está usando óculos com armação de metal; f) Nunca seja portador do celular no bolso do peito ou no bolso da calça, e mantenha o aparelho afastado do corpo, em especial da cintura e da região pélvica; g) Controle o uso do celular entre crianças; h) Pessoas com marco passo deve segurar o celular no mínimo 15 cm do aparelho; i) Se tiver uma opção use o telefone fixo; j) Evite comprar um celular falsificado.
Outro estudo realizado na Grã-Bretanha sugere que o uso dos celulares por crianças deve ser limitado e, além disso, a pesquisa aconselha que menores de oito anos de idade não usem celulares. É provável que os campos eletromagnéticos penetrem mais profundamente no cérebro das crianças que nos adultos. Muitas pessoas perguntam como o celular interfere em nosso organismo e especificamente no organismo de uma criança? Os celulares emitem um sinal conhecido como ondas de rádio ou ondas eletromagnéticas. É o mesmo princípio de rádio. Essas ondas invisíveis penetram em nosso corpo, podendo causar mudanças sutis no funcionamento das células. É oportuno lembrar que essa tecnologia aplicada aos celulares começou a ser utilizada em grande escala há menos de 20 anos, ainda faltam mais estudos que cheguem a resultados claros sobre os efeitos que o celular pode causar no corpo humano em longo prazo.
Finalmente, usando um celular, lembre-se que não há estudos e pesquisas seguras e suficientes ainda para afirmar que o uso do celular não é perigoso para a saúde, e sua saúde não tem preço. Com mais de 4 bilhões de pessoas fazendo o uso diário de dispositivos celulares, é cedo para dizer que o celular causa câncer. Segundo a Organização Mundial de Saúde “Não há estudos suficientes para garantir que a radiação de celulares é segura e há dados bastante sobre os riscos para que os consumidores sejam alertados”.

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