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Opinião

Coronavírus e recessão

segunda-feira, 23 de março 2020

Em meio à apreensão quanto à pandemia que atinge o mundo, já se sabe que a situação provocada pelo novo coronavírus causará uma recessão global em 2020, que poderá ser pior que a observada durante a crise financeira global de 2008-2009. Todavia, a produção econômica mundial deve se recuperar em 2021. É preciso salientar as ações fiscais extraordinárias já tomadas por muitos países, para impulsionar os sistemas de saúde e proteger empresas e trabalhadores afetados, e medidas dos bancos centrais para afrouxar a política monetária. Enquanto isso, o gasto para enfrentar a pandemia no Brasil pode alcançar R$ 400 bilhões e o Governo vai ter de colocar dinheiro para conter os efeitos econômicos e sociais da doença. Apesar de grandes pacotes de estímulo de bancos centrais, índices acionários continuam fechando em queda. A Bolsa brasileira caiu 5,22%, a 63.569 pontos, menor patamar desde julho de 2017. O dólar subiu 2,17%, a R$ 5,1352, maior valor desde quarta passada (18), quando bateu o recorde de R$ 5,20.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), de março, revela que os impactos da pandemia do novo coronavírus começaram a ser sentidos pelo varejo brasileiro. O índice atingiu 128,4 pontos, maior patamar desde dezembro de 2012 (129 pontos), mas com queda de 0,2%, em relação a fevereiro, interrompendo quatro meses consecutivos de alta. Precisaremos de tempo para reconstruir tudo o que está sendo desmantelado por essa pandemia, mas o fato é que a vida seguirá em frente, com todas as suas dificuldades.

EDITORIAL

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