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Opinião

Dia da Literatura Cearense

sexta-feira, 20 de novembro 2015

O Dia da Literatura Cearense foi comemorado no último dia 17 de novembro, pela Assembleia Legislativa, com uma sessão solene. A data foi escolhida em homenagem memorial à romancista Rachel de Queiroz, personalidade superior nas letras brasileiras. Mercê de seus méritos literários, alcançou assentar-se entre os imortais da literatura pátria congregados na Academia, sendo a primeira mulher a conquistar um lugar neste panteão. Não há um conceito unânime sobre o que é literatura e quais as funções que esta expressão maravilhosa do homem desempenha na trajetória da humanidade. Em cada época, são atribuídas à literatura natureza e funções distintas, condizentes com a realidade cultural e, portanto, social, da época.

Desde Platão e Aristóteles, pioneiros em estudos sistematizados sobre a arte literária, passando pelos enciclopedistas até os modernos e pós-modernos, a literatura tem sido objeto de análises e questionamentos os mais diversificados, entendendo uns que a literatura é tão somente a expressão do belo e do maravilhoso. Para outros, a literatura é a utilização da linguagem não submetida ao poder, devendo tal circunstância ao fato de que a linguagem literária não necessita de regras de estruturação para se fazer compreender.

Segundo o entendimento do eminente sociólogo e crítico literário Antônio Cândido, “A arte e, portanto, a literatura, é uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos. Nela se combinam um elemento de vinculação à realidade natural ou social, e um elemento de manipulação técnica, indispensável à sua configuração, e implicando uma atitude de gratuidade”.

Vê-se, pois, o quanto são variados e circunstanciais os olhares dos críticos da literatura a respeito desta arte sobre a qual se debruçam e tentam deslindar. Seria fastidioso insistir em citá-los. Quanto à literatura cearense, diríamos que não se escreve a história da literatura brasileira sem que o Ceará não esteja presente em glorioso pedestal. O romance brasileiro é originalmente uma criatura nascida da fertilidade mental de José de Alencar, pioneiro neste mister genuinamente autóctone com a magistral personagem Iracema, cuja fama alteia-se para além das personagens indianistas romanticamente idealizadas pelo novelista popular norte-americano Fenimore Cooper. Iracema é personagem tão forte que saiu das páginas do romance de para imortalizar-se no imaginário do povo, consagrando nosso Ceará como “Terra de Iracema”.

No Dia da Literatura Cearense, a Assembleia realizou uma sessão solene par homenagear escritores cearenses. Em maior ou menor dimensão, são herdeiros de Alencar, de Adolfo Caminha, de Quintino Cunha, de José Albano, de Patativa do Assaré e tantos outros nomes que se ombreiam aos grandes da literatura nacional, quer na prosa ou no verso, quer na seara do erudito ou do popular. São esgrimistas da palavra escrita, essenciais para o progresso intelectual do Ceará. Seria impossível falar sobre todos a quem abraço nas personalidades que indicamos para alvo dessas homenagens.

PROFESSOR TEODORO
DEP. ESTADUAL

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