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Opinião

O coronavírus e a responsabilidade dos nossos representantes

quarta-feira, 25 de março 2020

Apopulação mundial está estarrecida com a proliferação da covid-19, doença causada pelo coronavírus. Países como China e Itália têm altíssimos índices de mortalidade, transformando ações governamentais para o enfrentamento à pandemia em cenários de guerra. Em ritmo acelerado, o vírus se espalha mundo afora e causa verdadeiro pavor na coletividade.
Os governantes, na condição de chefes políticos, têm papel preponderante no enfrentamento à pandemia, visto que as ações governamentais influenciam diretamente na minimização dos impactos que o maldito vírus. Carece de excesso de responsabilidade a conduta dos chefes de Estado, visto que não só o sistema público de saúde, como toda a engrenagem governamental, deve estar sincronizada para enfrenta a proliferação da doença e seus efeitos em diversos âmbitos.
No Brasil, onde o serviço de saúde é 70% dirigido ao SUS, maior sistema de saúde do mundo, é conhecida a precariedade na assistência. É preciso lembrar aos nossos governantes que iremos atravessar uma real situação de guerra, um estado de emergência onde a vida das pessoas estará vulnerável a um inimigo silencioso, sem passaporte, sem ideologia política e tão letal quanto uma arma química. O SUS precisa urgentemente de mais dinheiro, e nesse momento é preciso que nossos representantes entendam que na concretude da situação, a vida deve prevalecer até mesmo à própria lei.
O SUS precisa de mais recursos. É preciso aportar mais leitos de UTI, mais estrutura física para o enfrentamento da situação. Os partidos políticos, por exemplo, que recebem milhões do fundo partidário, devem, neste instante, se apartar das ideologias inúteis e se voltar à preservação da vida humana, abrindo mão de, pelo menos, 50% do fundo recebido e apregoado ao orçamento da União, em prol da saúde coletiva dos brasileiros que estão vulneráveis a uma epidemia voraz e mortal. A responsabilidade dos representantes populares, devem ser alinhadas aos anseios da sociedade, tendo a clareza de que será de mãos dadas que obteremos êxito no enfrentamento à covid-19.
Cidades brasileiras que não têm leitos de UTI, terão de mudar a estratégia para salvar vidas, pois o translado de pacientes provocará muitas mortes. A epidemia é grave, as vidas vulneráveis ao vírus correm sérios riscos e é preciso buscar alternativas, principalmente de aporte de recursos no SUS, pois o caso crítico requer posturas desburocratizadas e preparadas para o enfrentar a guerra que acosta nosso cotidiano. O isolamento social é único meio de se minimizar os impactos da problemática, porém os governantes precisão estar dispostos a ceder e negociar diversos compromissos de ordem econômica em prol da coletividade. Sobreviver a esta crise é desafio que povoa a mente dos inúmeros pais de família neste momento. Como custear famílias isoladas e improdutivas? Como gerar dinheiro, estando em casa? São essas resposta que necessitam da sensibilidade de governos para que a coisa aconteça de fato.

JESUS DA COSTA
ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

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