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Opinião

Propinas e coronavírus

segunda-feira, 23 de março 2020

O Brasil é um país extraordinário. Pátria maravilhosa e de gente excepcional. Diferente de outras nações. Somos um povo religioso e de fé. Ao mesmo tempo temeroso a um imaginável simples olhar do Divino Pai Eterno. Logo, de maioria absoluta crente na existência do Grande Arquiteto do Universo. Engenheiro Universal que nunca nos abandonou nem não vai nos abandonar, principalmente neste gravíssimo momento que vivenciamos com a Covid-19.
Por outro lado, o nosso país padece de eterna ausência de seriedade na aplicação dos recursos públicos. Falta dinheiro para investimentos em saúde pública, saneamento básico, por exemplo, de água encanada e esgoto, sistema habitacional, transporte coletivo, entre outros serviços essenciais ao bem-estar social. Por essas razões, estamos aflitos. Teremos ou não sucesso no combate à Covid-19. Situação com menor preocupação em outros países, onde gestores públicos aplicam dinheiro público com seriedade. Que Deus se apiede do povo brasileiro.
O presidente Jair Bolsonaro explicitou essa realidade ao apresentador Ratinho, no dia 20, no SBT. Citou o chamado centrão de parlamentares, conhecido balcão de negociatas e de corrupção existente no Congresso Nacional, fonte das cobranças de diálogo com o Governo Federal. Sua resposta foi que não falta diálogo. Falta, sim, propina e distribuição de cargos públicos. “Em passado recente, existiam, e, se eu não tivesse sido eleito, o País estaria, hoje, distribuindo propina e recursos do BNDES, Petrobras, ministérios e das demais empresas estatais”.
É grave o que disse o presidente da República. Envergonha o mundo. O que devem dizer os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. A maioria dos congressistas está enquadrada na fala presidencial. Triste realidade e não é de hoje, está alicerçada ao longo dos anos, inviabilizando a oferta de obras essenciais à qualidade de vida dos brasileiros.
Com a chamada redemocratização, eleições diretas, nova carta constitucional, democracia e pleno Estado de Direito, de 1985/2018 foram eleitos sete presidentes desta república e suas lideranças prometendo um novo Brasil, desenvolvido e com bem-estar social sob o comando de gestores públicos civis, honestos e comprometidos com a seriedade na aplicação dos recursos públicos. Ledo engano. A corrupção na administração pública inviabilizou investimentos e parou o País.
Em face dessa desavergonhada ingovernabilidade sob poder de civis, 57 milhões de eleitores decidiram mudar e eleger um militar da reserva remunerada do Exército presidente da República. Jair Bolsonaro não era o candidato ideal, porém, hoje, seu governo comemora corrupção zero. Os “fora, Bolsonaro” perderam as tetas da viúva; propinas; direito de indicar ministros e ocupantes de cargos comissionados: principal veio da corrupção nacional. Nunca mais propinas e coronavírus!

HÉLDER CORDEIRO
JORNALISTA

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