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Opinião

Sequência de um histórico parlamentar

terça-feira, 24 de março 2020

Se, em publicações anteriores me reportei a momentos mais destacados de minha trajetória político-partidária, intercorrida em cinquenta anos de intensas atividades, especialmente no desempenho de sucessivos mandatos legislativos, hoje, obrigo-me a dar expansão a outros aspectos de minhas ações na juventude, quando busquei compor entidade representativa e a vinculei-me ao movimento universitário, principiando pelo Centro Estudantil Cearense, liderado, na época, por Joaquim Figueiredo Correia e, logo depois, por Aquiles Peres da Mota, ambos, em seguida, colegas na Assembleia Legislativa, numa convivência que me permitiu adotar postura de embate cívico, pertencendo, em toda existência, apenas a duas agremiações: o Partido Social Democrático, como Vereador à Câmara Municipal de Fortaleza, depois, nas hostes do Movimento Democrático Brasileiro, por cuja legenda guindei-me ao Poder Legislativo, como DEPUTADO ESTADUAL MAIS BEM VOTADO, quando Chefe do Executivo o grande Mestre Parsifal Barroso, a cujo governo integrei, como Secretário de Justiça e, cumulativamente, com as pastas de Educação e Fazenda – nas duas últimas, interinamente, substituindo, respectivamente Almir Pinto e Hugo Gouveia Soares, ausentes, temporariamente, cumprindo missão oficial fora do nosso território. Cabe aqui realçar que, a 18 de Março de 1959, substitui, por quarenta e oito horas, o Governador Parsifal, que se deslocara a Recife, a fim de se despedir do Conselho Deliberativo da SUDENE, já que no dia 25 entregaria o cargo a Virgílio do Nascimento Fernandes Távora, estando eu vinculado a ambos, ajudando-os como fora possível, a dirigir os destinos de nossa gente. No período do Governo de Virgílio enfrentei a eclosão da Revolução de 31 de Março de 1964, dando respaldo ao Primeiro Mandatário estadual, quando equivocamente, pretenderam destituí-lo do posto, com a injustificada alegação de que ele fora Ministro de João Goulart, sem se levar em conta que o Governo era Parlamentarista, e o Primeiro Ministro nada mais, nada menos do que Tancredo Neves, de saudosa memória, desaparecido repentinamente, antes da posse, motivando a ascensão de José Sarney como Presidente da República, que tudo procurou fazer para impulsionar o nosso desenvolvimento e bem-estar social. Já como Senador da República, eleito em dois mandatos, vivenciei episódios históricos, que ora transcrevo, numa antecipada disposição de oferecer depoimento para asgerações atual e posteriores possam ajuizar o meu esforço para bem servir ao Ceará e ao País, durante uma vida pública cinquentenária.

MAURO BENEVIDES
JORNALISTA E SENADOR-CONSTITUINTE

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