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Opinião

Setenta e Sete

terça-feira, 08 de julho 2008

Na minha opinião, só os fortes conseguem atingir a invejável marca dos setenta e sete. Como, hoje, atingiu o Instituto dos Advogados do Ceará. Etapa conquistada com denodo e idealismo. Longa e exaustiva caminhada. Inúmeros os percalços. Imensa a alegria da vitória.

Tudo começou na acanhada Fortaleza de 1931 quando um grupo de jovens e sonhadores advogados, liderados por José Martins Rodrigues e Edgard de Arruda levantaram a bandeira de um ideal e a fincaram em solo fértil. Deram um empurrão forte e a idéia deslizou, suave e tranqüila. Até hoje.
Ainda ressoam os ecos e o brilho da sessão solene de instalação, no velho casarão da Associação Comercial do Estado, no centro de Fortaleza, presentes as mais altas autoridades e a elite do mundo jurídico da época.
Naquele 4 de julho de 1931, os delegados do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, Eduardo Henrique Girão, Edgard Cavalcante de Arruda e Dolor Barreira, plantaram boa semente. O IOAB tinha por objetivo legal criar a OAB e o fez por seus delegados em todo o Brasil.
Aqui, eles deram o primeiro passo, criaram o órgão e empossaram a primeira Diretoria: Presidente: Eduardo Girão. 1o vice: Edgard de Arruda; 2o vice: Dolor Barreira; 1o Secretário: José Martins Rodrigues; 2o Secretário: Faustino Nascimento; Tesoureiro: Clóvis Fontenele; Orador: R. Gomes de Matos; Bibliotecário: Clodoaldo Pinto; Suplentes: Ubirajara Negreiros e Paulo Sarasate.
Hoje, neste 4 de julho de 2008, jubiloso e feliz, o Instituto dos Advogados do Ceará, em solo próprio, doado pelo Município de Fortaleza, comemora, com alegria, os seus 77 anos de profícua existência.
Sua natureza é a de “uma associação civil formada por graduados em Direito que se tenham destacado em suas atividades jurídicas profissionais” tendo por objetivo “a promoção e o incentivo do estudo do Direito, visando ao aperfeiçoamento da ordem jurídico-positiva segundo os ideais da justiça social”.
Tem sede no início da rua Professor Aderbal Freire (ex-presidente do IAC), na confluência da Pontes Vieira com a Av. Virgílio Távora, onde vistosos muro azul marca presença e revela a vitalidade do IAC, com vasto projeto cultural realizado e a realizar.
Dentre as realizações projetadas: publicação da “Revista do IAC”, uma realidade prestes a concretizar-se e publicação de “Coletâneas sobre o IAC”, inclusive uma “Cartilha de Trânsito”, em homenagem aos onze anos do CTB, no próximo mês de setembro.
Seus atuais gestores são: Conselho Superior: Presidente: Carlos Roberto Martins Rodrigues. Membros: Arnaldo Vasconcelos, Francisco Régis Frota Araújo, Germana de Oliveira Moraes, Hugo de Brito Machado, José Filomeno de Moraes Filho, Luiz Cruz de Vasconcelos, Paulo Bonavides e Raimundo Bezerra Falcão. Diretoria: Presidente: José Alberto Rôla, 1o vice: José Adriano Pinto: 2o vice: Reinaldo da Costa Moreira. Secretário Geral: João Gonçalves de Lemos; 1o Secretário: Ernandes Nepomuceno de Oliveira; 2o Secretário: Rommel Carvalho. Tesoureiro: Juvêncio Vasconcelos Viana. Orador: Emanuel Teófilo Furtado e Bibliotecário: Antônio de Pádua Lopes de Freitas.
Com um passado tão brilhante, não será surpresa se o IAC, em breve, preparar-se para fazer sua festa de mais Setenta e Sete.

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