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Colunista - Fernando Maia

Igual a desordeiro

terça-feira, 23 de fevereiro 2021

O resultado da votação, na Câmara dos Deputados, manteve o desordeiro fantasiado de deputado, Daniel Silveira na prisão por desacato ao STF e agressão à democracia, provoca a sociedade a analisar alguns pontos do polêmico episódio. Nada surpreendente os 364 votos contra 130 resistente apoiadores escondidos na mesma trincheira. Em grande parte, membros da Câmara Baixa votaram mais preocupados em aparecer como defensores da legalidade, e temendo perder votos em 2022.

No caso em questão, são votos mais falsos que notas de 3 reais. Observa-se a maneira como se expressaram muitos deles. Como exemplo, todos os 35 deputados militares votaram contra a prisão, em apoio ao “Massa-Bruta” ex-policial, hoje lutador de muay tay. Há, entretanto, um caso surpreendente nas posições de cinco parlamentares do Ceará Não causa admiração o voto do Capitão Wagner, que liberou a bancada do Pros, mas votou a favor de Silveira, além de até acusar o STF de tolher direitos. Não se esperava isso de sua parte. É bom lembrar que Daniel Silveira é considerado pela maioria da Câmara Federal, um idiota que coleciona títulos desagradáveis como integrante das milícias do Rio de Janeiro.

O que surpreendeu no Capitão Wagner foi o seu desprezo à cidadania, por apoiar tudo o que esse Daniel Silveira representa. E o que mais chamou a atenção, ainda, foi a decisão de acompanhar os bolsonaristas Heitor Freire (PSL), Doutor Jaziel (PL) e Vaidom (Pros).

Sem má companhia. Pedro Bezerra, deputado e presidente do PTB no Ceará, sofre pressões por ter votado a favor da prisão do desastrado deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). A ameaça parte do presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, conhecido por ter denunciado o esquema do “Mensalão”, no governo Lula, porque não foi incluído no bolo. Filho de José Arnon, político sério de família tradicional de Juazeiro do Norte, Pedro tem a chance de se livrar de uma péssima companhia. Jefferson é a antítese da relatividade política nacional e um dos políticos de ficha mais suja do País.

Inoportuno. O titular do Ministério da Infraestrutura virá na sexta-feira (26) ao Ceará, para o lançamento do pacote de investimentos e conservação de estradas federais que cortam o Estado. O inoportuno será a presença possível do presidente Bolsonaro, causando saia-justa a Camilo Santana, por não querer usar máscara de proteção como sempre faz.


Esquecendo a refinaria. Em meio ao entusiasmo por conta do projeto que dará ao Ceará a liderança no fornecimento do hidrogênio verde, a “energia do futuro”, o titular da SDE, Maia Júnior, e o comando da Fiec argumentam que essa bilionária parceria (US$ 5,4 bi) com os australianos vai deixar no esquecimento a “refinaria-fantasma” dos governos do PT.


Pisando na bola. Contrariando a todos, o deputado Queiroz Filho critica reação tardia da região ibiapabana, que pode perder municípios para o Piauí. “A questão rola há muito tempo por falta de harmonia dos governos dos dois estados.” Queiroz pisou na bola feio. Não esperava-se dele esse comportamento para defender o que é nosso com desculpas pálidas de quem não se interessou cedo ou tardiamente por uma atribuição que é tanto sua quanto dos serranos.


Pesar. O vírus da morte nos levou neste final de semana dois cearenses queridos. Flávio Saboya, presidente da Faec, com expressiva defesa do agropacto estadual, e o médico Sérgio Bezerra, filho de Humberto Bezeerra, que foi vice-governador do Estado. Por favor, não critiquem Camilo Santana pelo rigor do isolamento social. É necessário.


Izolda assaltada. Comprovando a situação de insegurança, da qual ninguém está livre, uma trinca de marginais menores assaltou e vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, que trafegava com o filho no carro dele. Os bandidos sofreram em seguida acidente, e foram apreendidos. Izolda e o filho saíram sem ferimentos, mas o veículo sofreu avarias.

“O Partido dos Trabalhadores, de tanto criar bolsa-isso e bolsa-aquilo, permitiu à oposição criar a Bolsa-Naro, que amarra a economia do País”.
Jornalista José Simão.

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