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Política

Joice enxerga “apoio bom” da bancada cearense à previdência

terça-feira, 02 de julho 2019

A líder do governo federal no Congresso Nacional, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), considera que há, de modo geral, um “apoio bom” por parte da bancada cearense à reforma da Previdência na Câmara dos Deputados – apesar de ainda estar, assim como as bancadas dos outros estados, dividida, sublinha ela. A declaração foi dada na noite de ontem (1º), em conversa com a imprensa, em passagem pela capital cearense.

Segundo a deputada, o diálogo com parlamentares cearenses do PSDB, do MDB e do PSD ainda não encontrou problemas, mas alguns representantes, mesmo já convencidos sobre a importância da aprovação do projeto, têm receio sobre o impacto que isso poderá ter junto a suas bases. “Participei de um almoço com integrantes da bancada no fim de semana e claro, alguns desses ainda temem desgaste, dizem ‘poxa, vou votar, fazer o que é certo e me desgastar no meu Estado, não quero chegar num aeroporto com cartaz me hostilizando, sendo que estou fazendo o que é certo’”, conta ela.
O apoio dos parlamentares é buscado pelo governo federal não apenas para a aprovação em si do projeto, mas também para incluir estados e municípios dentro das mudanças. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o prazo para definir isso é hoje. Também hoje acontece reunião entre ele e os governadores do Nordeste para resolver essa pendência. Caso seja firmado um acordo na ocasião, a inclusão de estados e municípios deve entrar no voto complementar do relator da reforma na Comissão Especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), que tem leitura marcada para hoje. A intenção do governo é que os governadores de partidos de oposição possam articular com as bancadas de seus estados votos favoráveis a essa inclusão.

Joice conta que ainda tem esperança de os governadores cooperarem e os estados e municípios serem inclusos. “A esperança é a última que morre, mas não é um assunto fácil”, diz ela, ressaltando a dificuldade maior com PT, PSB, PCdoB e PDT. A líder do governo conta que isso acabaria também beneficiando os líderes dos Executivos estaduais, uma vez que, nesse caso, não teriam que fazer eles próprios reformas em seus estados. “Esses partidos fecharam aliança contra a Previdência e atacaram muito o texto inicialmente. Quando os deputados de partidos de centro disseram ‘olha, não vou votar com estados e municípios porque no meu estado governadores e deputados estaduais de oposição [ao governo federal] estão se desgastando, então não voto’. Quando chegou nesse ponto, os governadores, vendo que houve efeito bumerangue do discurso, resolveram dar um passo atrás, dizendo ‘olha, tem que botar estados e municípios’.”
Com isso, ela avalia que o prazo está apertado para conseguir votar a Previdência no plenário da Câmara ainda antes do recesso parlamentar, mas ainda é possível, caso o cronograma se mantenha e o texto seja lido hoje na Comissão Especial. “Se ler amanhã, não vota amanhã, porque sabe como é, aquela confusão, questão de ordem, tudo isso, então provavelmente vote na quarta, que sai na quinta. Então se vencer a Comissão Especial essa semana, ainda dá tempo pra votar em plenário antes do recesso parlamentar”, considera.

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