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Política

Polícia Federal é acionada para o caso “Religiosos x Luizianne”

sexta-feira, 22 de agosto 2008

FOTO: DANIEL NEGREIROS / O ESTADO

A responsabilidade de dar um desfecho para a rixa entre a Convenção de Ministros das Assembléia de Deus Unidas do Ceará (Comaduec) e a coligação “Fortaleza cada vez melhor”, que defende a reeleição de Luizianne Lins (PT), está agora nas mãos da Polícia Federal.

Isso, porque o juiz da 117a zona eleitoral de Fortaleza e responsável pela propaganda nas eleições deste ano, Emanuel Leite Albuquerque, enviou, na tarde de ontem, ofício à PF solicitando que a corporação assuma as investigações da campanha anti-petista promovida pelo grupo de religiosos desde o dia 10 deste mês.

Emanuel explica que a entrada da Polícia Federal já tinha sido solicitada desde que a primeira decisão de se retirar os ataques à candidata foi tomada. A participação da PF não tinha acontecido ainda, conforme ele, porque o documento para oficializar o pedido ainda não tinha sido enviado até quarta-feira.

Logo após a primeira manifestação da Comaduec, o magistrado foi acionado pela coligação de Luizianne e ordenou judicialmente o recolhimento de todo material de repúdio produzido contra a candidata. A Convenção, no entanto, driblou a decisão do juiz espalhando outdoors pela Cidade com críticas que não citavam mais o nome da petista, mas que davam indícios disso. No novo ataque, a prefeita é chamada de “Jezabel”, uma referência direta à personagem bíblica “Jezebel”, conhecida pela sua perseguição aos profetas no antigo testamento.

Com isso, a mensagem que antes era: “Luizianne é contra a Bíblia e o povo de Deus”, se tornou: “Sra. Jezabel – Por que a Senhora é contra a Bíblia e o povo de Deus?”.

Líder das Assembléias de Deus no Ceará, o bispo Shelley Macedo justificou a mudança de estratégia afirmando que a troca do nome de Luizianne foi feita pelos fiéis, que, segundo ele, não concordam com as atitudes dela e estariam revoltados com o primeiro parecer judicial.

A assessora jurídica de Luizianne, Isabel Mota, disse que já apresentou requerimento a Emanuel Leite em que denuncia a “atitude jocosa da nova peça” e pede a retirada do material por descumprimento da lei de propaganda voltada para o pleito municipal.

» Quebra de sigilo. Emanuel Leite também pediu ao Banco Central a quebra de sigilo bancário da Comaduec para descobrir se as manifestações do grupo são patrocinadas por algum adversário político de Luizianne. Contudo, o BC ainda não liberou as informações.

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